Correspondente Médico: Estudo de combinação de vacinas busca uma eficácia maior

Neurocirurgião Fernando Gomes explica o estudo que envolve doses dos imunizantes da Pfizer e de Oxford

Da CNN, em São Paulo

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No quadro Correspondente Médico desta sexta-feira (5), o neurocirurgião Fernando Gomes explica se a combinação de dois tipos de vacinas pode ser mais eficaz na proteção contra a Covid-19. A possibilidade está sendo estudada por pesquisadores do Reino Unido, que avaliam a resposta imunológica de se aplicar uma dose da vacina da Pfizer e outra da AstraZeneca/Oxford. Os resultados devem ser divulgados em junho.

“As possibilidades são inúmeras. Se eu tenho diversas vacinas e formas de estimular o sistema imunológico, por que não aplicá-las? A gente sabe que elas têm base diferente na sua construção, é de se esperar que dentro do organismo exista um estímulo diferenciado e quem sabe dar uma eficácia maior do que a aplicação de cada uma delas separadamente”, avalia. 

Os testes estão sendo feitos só agora respeitando o tempo da ciência, ressalta. “Para que um estudo como esse existisse, foram necessários estudos anteriores com base em cada vacina individual. Imagina a bagunça se cada vacina que saísse fosse misturada”. 

Segundo o médico, a expectativa do estudo é boa. “Quando a gente combina vacinas de ação diferente, fica a pergunta se terá uma eficácia ainda maior. Tomara que sim”, torce. As combinação das vacinas disponíveis até o momento no Brasil – Coronavac e de Oxford – não entrou no estudo. 

O neurocirurgião Fernando Gomes no quadro Correspondente Médico (05.fev.2021)
O neurocirurgião Fernando Gomes no quadro Correspondente Médico (05.fev.2021)
Foto: Reprodução/CNN

(Publicado por: André Rigue)

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