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    Correspondente Médico: Como identificar sintomas de depressão em crianças?

    Entre os sinais de alerta estão atraso no desenvolvimento, alteração na performance escolar, mudança no apetite e agressividade

    Na edição desta segunda-feira (19) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocientista Fernando Gomes explica como identificar os sintomas de depressão nas crianças e o que fazer.

    Uma pesquisa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em parceria com uma universidade norte-americana, mostra que houve aumento de 90% nos casos de depressão entre os brasileiros na pandemia – índice que inclui crianças.

    O neurocientista frisa que a manifestação da depressão em crianças é diferente dos sinais em adultos. “Se o adulto, muitas vezes, vê com preconceito, achando que é frescura ou falta de motivação, com a criança pode ser confundido com birra ou mimo”, compara. “Muitas vezes a doença está na nossa frente”, acrescenta. 

    Entre os sinais de alerta estão atraso no desenvolvimento, alteração na performance escolar, mudança no apetite, agressividade, isolamento mesmo em família e introspecção. 

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    Atraso no desenvolvimento, alteração na performance escolar, mudança no apetite
    Atraso no desenvolvimento, alteração na performance escolar, mudança no apetite estão entre sinais de alerta
    Foto: CNN Brasil (19.out.2020)

    No caso das crianças, o médico afirma que “elas acabam absorvendo muito o que vivenciam em casa e com os pais”. “Então, se já existe um traço genético e, às vezes, isso está presente na família – com alguém que tem ansiedade ou transtorno do pânico, por exemplo – é muito fácil entender que quem está em desenvolvimento entra em um processo de risco de manifestar a doença”, aponta.

    “O grande desafio é que, durante a infância, o cérebro e a mente estão sendo preparados e enriquecidos com experiências, então você não sabe se trata da manifestação de um traço da própria personalidade ou se existe uma doença subjacente que está se manifestando”, explica.

    Gomes destaca o que classifica como “uma vantagem” nesses casos. Segundo ele, a mudança de comportamento que pode sugerir uma depressão pode ser mais facilmente identificada em crianças em fase escolar. As notas e os comunicados “são uma espécie de sistema de monitorização”, no qual, segundo o médico, “podemos pegar informações que talvez, no dia a dia, estejam passando batido”.

    Em relação ao tratamento, o especialista explica que, com o diagnóstico claro e preciso, há medicamentos que podem ser prescritos com devido acompanhamento médico.

    (Edição: André Rigue)