Correspondente Médico: Idosa recebe vacinas de fabricantes diferentes no Ceará

Neurocirurgião explicou que não há estudos científicos sobre eficácia contra a Covid-19 nessas situações

Raphael Florêncio, da CNN, em São Paulo

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Na edição desta sexta-feira (9) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes comentou o caso de uma idosa de Umirim, no Ceará, que recebeu as duas doses da vacina contra a Covid-19 de fabricantes diferentes. A mulher recebeu primeiro a aplicação da vacina da AstraZeneca, em janeiro e, no último dia 7, recebeu como segunda dose a Coronavac.

A Secretaria de Saúde de Umirim confirmou o equívoco, mas disse que isso não coloca em risco a integridade da idosa. Ainda de acordo com a secretaria, o município segue uma orientação do Ministério da Saúde. A pasta diz que, nessas situações, a pessoa é considerada imunizada se o intervalo entre as duas aplicações for superior a 14 dias.

“Não existe estudo científico feito com duas vacinas diferentes para saber se, no final das contas, ela vai ter anticorpos neutralizantes capazes de protegê-la contra o coronavírus. Do ponto de vista biológico, o correto é: tomou a primeira dose, espera o tempo adequado. e toma a segunda dose do mesmo fabricante. Qualquer coisa diferente disso, é necessário trabalho científico”, afirmou Gomes.

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Foto: Dirceu Portugal/FotoArena/Estadão Conteúdo

 

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