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    Correspondente Médico: O que significa ser assintomático para Covid-19?

    Neurocirurgião Fernando Gomes explica os riscos que o coronavírus pode causar, mesmo para as pessoas que não apresentam sintomas

    O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), confirmou nesta quarta-feira (12) que testou positivo para o novo coronavírus. Em mensagem publicada em sua conta no Twitter, Doria escreveu que segue o princípio da total transparência “com que temos lidados com a pandemia”.

    Em entrevista à CNN, Doria disse que está bem, que não está fazendo uso de hidroxicloroquina e nenhum outro medicamento para tratar da doença, apenas o isolamento.

    Na edição desta quinta-feira (13) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes explicou o que é um quadro assintomático e avaliou quais os danos que a Covid-19 pode causar em pessoas sem sintomas.

    “A grande pergunta que temos que fazer é: por que algumas pessoas são assintomáticas? Temos várias frentes de avaliação neste aspecto. Às vezes pode ser uma relação genética da pessoa com um desenvolvimento diferente do sistema imunológico e a carga viral. Não adianta só testar. O próprio governador fez os testes seis vezes. Você precisa testar e a partir do resultado, ter um comportamento ativo”, explicou. 

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    O médico Fernando Gomes
    Correspondente Médico: Quais danos a Covid-19 pode causar a assintomáticos?
    Foto: Reprodução/CNN

    O médico reforça ainda que, mesmo não apresentando sintomas da Covid-19, é necessário ter empatia e respeitar os protocolos para segurança do indivíduo.

    “O governador, por exemplo, está isolado agora porque durante este período ele pode passar a doença para as outras pessoas. Não adianta falar que vai aumentar a capacidade de testes, se a gente não seguir protocolos e não se preocupar com os outros, todo este esforço acaba sendo em vão”, disse.

    No entanto, Fernando Gomes chamou a atenção de indivíduos que acreditam que não transmitem o vírus. Segundo ele, outras pessoas podem ser contaminadas por não terem a mesma ‘sorte’ dos assintomáticos. 

    “A maioria das pessoas, cerca de 85% delas, não apresentam gravidade dos casos. Porém, apesar destas pessoas não sofrerem com a doença, elas podem transmitir a doença para outras que não possuem a mesma sorte e ter uma manifestação ainda mais forte. É preciso ter cautela e seguir os protocolos”, finalizou.

    (Edição: André Rigue)