Decisões em conjunto teriam eficácia maior no combate à Covid, diz secretário

Nésio Fernandes, vice-presidente do Conass, disse à CNN que medidas nacionais seriam melhores do que fragmentação entre estados e municípios

Ester Cassavia e Renata Souza, da CNN*, em São Paulo
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O secretário estadual de Saúde do Espírito Santo e vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Nésio Fernandes, afirmou em entrevista à CNN que medidas nacionalizadas seriam mais eficientes no combate à pandemia.

"As decisões de conjunto, do ponto de vista da epidemiologia, como resultado, como final para o controle da pandemia, teriam uma eficácia muito maior do que medidas pontuais adotadas por prefeitos ou por governadores de maneira isolada", afirmou o secretário.

A fala de Nésio acontece no dia em que o mundo bateu recorde de casos e registrou mais de três milhões de infecções em 24 horas.

 

O vice-presidente do Conass disse ainda que o avanço da vacinação e a disponibilidade de testes são fatores que podem favorecer o combate a Ômicron.

"Compete agora ao Governo Federal abrir uma linha de financiamento que possa induzir a abertura de milhares de postos de testagem em todo o país, para que a gente consiga testar massivamente, de fato, garantindo uma ruptura qualificada da cadeia de transmissão", explicou.

Segundo o secretário, não há, neste momento, medidas capazes de interromper a expansão já estabelecida no país.

"Nós podemos adotar neste momento medidas que possam ser capazes de reduzir um pico muito alto dessa nova expansão, permitir que ela tenha um platô mais curto e uma fase de recuperação precoce", avaliou.

Em relação às medidas restritivas, Nésio reiterou que "necessitamos de metodologias de enfrentamento claras e posições claras, de conjunto do país, sobre eventos, festas, shows e atividades de entretenimento".

Sobre o apagão de dados nos sistemas do Ministério da Saúde, o secretário afirmou que plataformas próprias dos estados têm permitido manter as análises, ainda que de maneira fragmentada.

Segundo ele, "principalmente os dados de hospitalizações de pacientes graves têm tido dificuldade por parte dos pesquisadores".

*Sob supervisão de Layane Serrano e Rafaela Lara