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    Deficiência de vitamina D pode aumentar risco de contaminação por Covid-19

    A constatação foi identificada em um estudo desenvolvido por pesquisadores do Departamento de Medicina da Universidade de Chicago

    Giulia Alecrim*, da CNN em São Paulo

    Pacientes que têm deficiência de vitamina D, produzida principalmente por meio da exposição solar, poderiam estar 1.77 vezes mais suscetíveis a serem infectados pela Covid-19 do que entre pacientes com quantidade suficiente da mesma vitamina.

    A constatação foi identificada em um estudo desenvolvido por pesquisadores do Departamento de Medicina da Universidade de Chicago, publicado na revista médica JAMA, nesta quinta-feira (3). 

    De acordo com o estudo, ainda não se sabe se uma maior suficiência da vitamina reduziria a incidência da doença, porém, a eficácia do uso da substância entre infecções virais do trato respiratório já foi constatada.

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    Marcações no gramado para manter o distanciamento no Parque do Ibirapuera
    Marcações no gramado para manter o distanciamento no Parque do Ibirapuera, em São Paulo
    Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil (17.jul.2020)

    Os pesquisadores mediram o nível de vitamina D presente no corpo de 489 pacientes no período de um ano anterior à testagem para a Covid-19.

    Os resultados foram coletados entre 3 de março e 10 de abril deste ano. Dentre o total de participantes, 71 testaram positivo para a doença, dentre o quais 32 apresentaram deficiência da substância. Já outros 39 pacientes, que apresentaram níveis suficientes da vitamina, testaram positivo para coronavírus. 

    Em outro recorte analisado pelos pesquisadores, entre o total de participantes, 172 pacientes apresentaram deficiência da doença – o que representaria 35% dos testes positivos.

    Dentre as incidências do resultado, os pesquisadores também constataram um risco maior de infecção entre indivíduos com mais de 50 anos e aqueles não brancos.

    Os pacientes considerados como deficientes em vitamina D apresentaram os seguintes níveis da substância, dentro de 1 ano antes da realização do teste diagnóstico para Covid-19: resultado inferior a 20 ng / mL para 25-hidroxicolecalciferol ou menos de 18 pg / mL para 1,25-diidroxicolecalcifero.

    Já os pacientes que apresentam suficiência da substância apresentaram níveis iguais ou superiores a 20 ng / mL ou iguais ou superiores a 18 pg / mL, respectivamente.

    (*Sob supervisão de Evelyne Lorenzetti)