Desafio para acelerar vacinação de crianças é receber mais doses, diz médica

Em entrevista à CNN, a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai, afirmou que vacinação permitirá retorno às aulas de forma mais segura

Duda Cambraiada CNN*Lucas Rochada CNN

em São Paulo

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As primeiras doses pediátricas de vacinas contra a Covid-19 chegaram ao Brasil na quinta-feira (13). Os imunizantes serão destinados à vacinação de crianças de 5 a 11 anos. O lote com 1,2 milhão de doses da Pfizer já foi distribuído aos estados e Distrito Federal, de forma proporcional ao número de crianças em cada local.

Neste sábado (15), nove capitais já começaram a imunização do público infantil, incluindo Florianópolis, Belo Horizonte, Campo Grande, Salvador, São Luís, Fortaleza, Aracaju, Vitória e Recife.

Em entrevista à CNN, a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai, afirmou que o avanço da vacinação permitirá o retorno às atividades escolares de forma mais segura.

“O desafio é receber mais doses da vacina em todo o país para que essa vacinação possa ser mais acelerada. Em relação à volta às aulas, é importante entender que mesmo que acelerada, é pouco provável conseguirmos fazer a primeira dose em todas as crianças de 5 a 11 anos de idade”, disse.

A especialista acrescenta que, assim como a vacinação de adultos, a imunização com a primeira dose confere apenas a proteção parcial, sendo necessário completar o esquema com duas doses para a garantia da imunidade.

“Uma dose é bastante boa para criança, mas não chega à eficácia que precisamos com duas doses. Ela vai ficar protegida entre a primeira e a segunda dose, mas os cuidados precisam continuar”, afirmou Isabella.

A especialista recomenda a adoção de medidas de prevenção como a utilização de máscaras, higienização das mãos com água e sabão, uso do álcool gel e a manutenção do distanciamento social, especialmente para pessoas com sintomas respiratórios.

*(Sob supervisão de Elis Franco)

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