Diretor da Anvisa pede que população tome vacina quando for aprovada

"Vamos manter essa boa tradição brasileira de ser um exemplo para o mundo inteiro em campanhas de vacinação e saúde pública", disse Antonio Barra Torres

Da CNN, em São Paulo

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“Eu conclamo aos cidadãos que confiem nas instituições e no trabalho que está sendo feito [para], quando a vacina estiver disponível, façam uso”, disse Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), à CNN nesta quarta-feira (9).

Durante a entrevista, Torres disse que o Brasil é um país referência internacional em campanhas de vacinação e que é importante que a população tome não só a vacina contra o novo coronavírus quando estiver disponível, mas tantas outras que virão.

“Vamos manter essa boa tradição brasileira de ser um exemplo para o mundo inteiro em campanhas de vacinação e saúde pública”, falou.

Sobre a suspensão temporária dos estudos da vacina contra a Covid-19, desenvolvida em parceria entre a AstraZeneca e a Universidade de Oxford, no Reino Unido, Torres disse enxergar a situação com “tranquilidade”.

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Diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, em entrevista à CNN  (09.set
Diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, em entrevista à CNN (09.set.2020)
Foto: CNN Brasil

“Uma interrupção como essa não é desejável, mas na medida em que se identifica uma reação que não era prevista e que precisa ser melhor esclarecida, o processo tem que ser interrompido”, argumentou.

O diretor-presidente da agência reguladora disse ainda que a suspensão de testes está prevista no desenvolvimento vacinal e que, portanto, não há motivos para “desânimo ou surpresa”.

“O caso será analisado por uma comissão independente e, em breve, teremos um posicionamento mais claro sobre o que aconteceu”, afirmou ele.

A suspensão de testes da imunização em todo o mundo se deu em razão de uma reação inexplicável em um dos voluntários.

Para garantir que as vacinas experimentais não causem reações graves nos participantes, as farmacêuticas suspendem os testes como uma medida de precaução padrão. Segundo a própria AstraZeneca, uma “ação de rotina que tem que acontecer sempre que houver uma enfermidade potencialmente inexplicável em um dos testes, enquanto se investiga, garantindo que se mantenha a integridade dos testes”.

(Edição: Sinara Peixoto)

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