Dr. Kalil conversa sobre diagnóstico precoce do câncer de próstata
Especialistas explicam que o rastreamento deve começar aos 50 anos para homens sem histórico familiar da doença e aos 45 para aqueles com fatores de alto risco
O diagnóstico precoce do câncer de próstata é fundamental para aumentar as chances de cura, e os exames de rastreamento devem começar em idades específicas, dependendo do histórico familiar do paciente. Esta é a principal mensagem dos especialistas que participaram da conversa com Dr. Roberto Kalil no CNN Sinais Vitais do último sábado (4).
De acordo com os médicos, o câncer de próstata é extremamente raro em homens abaixo dos 40 anos. "Quando isso acontece, a gente tem que pensar em tumores que não são os tumores clássicos prostáticos, são tumores extremamente incomuns, como sarcomas, por exemplo", explica o oncologista Fernando Maluf.
Segundo Maluf, o rastreamento deve começar a partir dos 50 anos para homens sem histórico familiar da doença e a partir dos 45 anos para aqueles considerados de alto risco, como os que têm pai e avô com histórico de câncer de próstata ou portadores de síndromes genéticas específicas.
O diagnóstico é feito por meio de dois exames básicos: o toque retal, que é um exame físico simples e rápido, e o PSA, um exame de sangue: "Nem um nem outro fazem o diagnóstico de certeza, mas eles são complementares, tem a suspeita que vem do toque ou do PSA", afirma o especialista.
O urologista Rafael Coelho destacou a importância de desmistificar o rastreamento do câncer de próstata. "Existe ainda um pouco de preconceito, mas com o surgimento dessas campanhas do Novembro Azul e a disseminação de informação sobre a importância do diagnóstico precoce, eu acho que isso vem diminuindo ao longo do tempo", destacou o médico.
Coelho enfatizou a necessidade de desvincular o rastreamento e o diagnóstico de câncer de próstata apenas ao toque retal. "A gente tem que desmistificar que esse é o papel preponderante quando o homem procura o médico", explica o urologista. Segundo ele, o foco deve ser na saúde masculina como um todo, incluindo saúde cardiovascular e outros aspectos.
"Tem estudos hoje mostrando que a cada seis homens que a gente diagnostica, a gente salva uma vida quando faz um estudo com mais de 30 anos de seguimento com rastreamento de PSA", ressalta Coelho, reforçando que o rastreamento de câncer de próstata comprovadamente diminui a mortalidade pela doença.
Além dos exames tradicionais, novas tecnologias estão sendo incorporadas ao diagnóstico precoce, como a ressonância magnética, testes genéticos e outros marcadores sanguíneos. Esses avanços ajudam a complementar os métodos existentes e podem contribuir para diagnósticos mais precisos.



