“É preciso liberar o autoteste da Covid-19 e treinar a população”, diz médica

Ministério da Saúde irá solicitar à Anvisa a liberação para a população realizar o autoteste de Covid-19

Anna Gabriela Costada CNN*

em São Paulo

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O Ministério da Saúde irá solicitar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a liberação do autoteste de Covid-19 para a população. O aparato, que já é utilizado em países da Europa, pode ser aprovado no Brasil, mas com orientações à população, conforme explicou à CNN, nesta terça-feira (11), a cardiologista e intensivista Ludhmila Hajjar.

Para a médica, a Anvisa deve autorizar a utilização do autoteste diante da “explosão de casos” de Covid-19, entretanto, ela defende uma orientação direcionada à população, de forma a ensinar sobre o uso e, principalmente, sobre a notificação de casos positivos.

“Com o autoteste queremos aumentar a possibilidade do diagnóstico para a população. Para o autoteste ser seguro, primeiro precisamos ensinar a população, o autoteste é simples por definição. O importante é ter ele liberado, aprovado, mas que treine a população”, afirma.

Ludhmila Hajjar exemplifica que o autoteste já é utilizado na Europa e reitera que sua forma de utilização é muito simples.

“O paciente pega o cotonete, coloca no nariz, coloca num tubo, pinga o reagente e em poucos minutos sai o resultado”, diz.

Segundo Rodrigo Cruz, secretário-executivo do Ministério da Saúde, a autorização do autoteste para diagnóstico da doença pode ser mais uma ferramenta a ser usada contra a disseminação da variante Ômicron. A pasta enviará à agência uma nota técnica solicitando que seja feita pela Anvisa uma avaliação sobre o assunto.

“Diante de uma pandemia é possível sim, que a Anvisa vai liberar o autoteste. O Brasil tem que escolher um caminho, a precificação tem que ser baixa, a solução boa, e o que fazer com o sintomático, como os brasileiros vão notificar o caso? Minha sugestão é aguardar uma aprovação responsável pelos nossos órgãos regulatórios, que ensine e treine a população, e ensine a notificar para que a gente tenha conhecimento desses casos”, acrescentou Hajjar.

*Produzido por Layane Serrano

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