Em gargalo, governo do RJ pede 2 milhões de testes rápidos de Covid a Ministério

Secretário estadual de saúde prevê que testes em estoque só durem até semana que vem

Pedro Duranda CNN

no Rio de Janeiro

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O governo do Rio de Janeiro mandou um ofício ao Ministério da Saúde alegando “aumento abrupto e substancial de casos” de Covid-19 no estado do Rio de Janeiro “em razão da variante Ômicron” e pedindo o envio de 2,1 milhões de testes rápidos do tipo antígeno.

O documento obtido pela CNN é assinado por Mário Sérgio Ribeiro, Subsecretário de Vigilância e Atenção Primária à Saúde do Rio de Janeiro, e encaminhado a Rodrigo Cruz, Secretário Executivo do Ministério da Saúde.

As reservas da pasta estadual tem se esgotar rapidamente. Os testes são usados pelas unidades de atendimento do governo do estado e também pelos postos de atendimento dos municípios.

“A quantidade que nós temos hoje é suficiente por mais uma semana. São cerca de 600 mil testes em estoque. A gente distribui proporcionalmente à população para as cidades e a procura disparou”, disse à CNN o Secretário Estadual de Saúde, Alexandre Chieppe.

O documento detalha ainda as ações do governo para conter a variante Ômicron. “Ampliamos os postos de testagem em todas as UPAs de gestão estadual, em unidades hospitalares em municípios estratégicos, bem como abrindo centros de testagem, cuja previsão será realizar 500 testes dia”, afirma o texto.

O pedido do governo fluminense é o envio semanal em três remessas de 700 mil testes. Assim eles conseguiriam organizar a logística de distribuição. Se o pedido for aceito, cerca de 900 mil testes ficariam com a capital e o restante iria para as outras 91 cidades do estado.

Na primeira semana de 2022, a CNN flagrou filas em diversos locais de testagem tanto da rede pública quanto da rede privada. Em alguns lugares, a disponibilidade de testes ainda é escassa.

A CNN entrou em contato com o Ministério da Saúde para saber se o pedido será atendido e aguarda retorno.

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