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    Emergência humanitária traz alterações comportamentais a sobreviventes, diz psicóloga do Médicos Sem Fronteiras

    À CNN Rádio, Ionara Rabelo destacou que as alterações que persistem além de um mês servem de alerta

    Brasileiros embarcados no primeiro voo da FAB envolvido na repatriação; ao centro o embaixador do Brasil em Israel, Frederico Meyer
    Brasileiros embarcados no primeiro voo da FAB envolvido na repatriação; ao centro o embaixador do Brasil em Israel, Frederico Meyer Ministério das Relações Exteriores

    Amanda Garciada CNN

    Pessoas que presenciam eventos traumáticos como a Guerra de Israel, desencadeada pelo ataque do Hamas na região próxima a Gaza, têm reações e alterações de comportamento que são esperadas.

    É o que explica a psicóloga da ONG Médicos Sem Fronteiras Ionara Rabelo.

    À CNN Rádio, ela afirmou que “há gatilhos que remetem à situação de alerta que ficamos quando se passa por episódio em que há risco de morte.”

    “Alterações do sono, da alimentação, de irritabilidade, dores no corpo e de cabeça são pertinentes”, elencou.

    Segundo a psicóloga, neste momento, é preciso acolhimento familiar, além de “evitar ver imagens dos conflitos e reviver a situação.”

    “Tentar voltar à rotina, praticar atividades físicas e lembrar de algo que acalma” também são recomendações.

    A maior parte das pessoas, segundo a especialista, chega à vida normal sem a necessidade de medicamentos ou ajuda profissional.

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    No entanto, Ionara destaca que essas reações “normais” levam, em média, entre 2 semanas a 1 mês até desaparecerem.

    Mesmo assim, a psicóloga reforçou que a necessidade de procura médica aparece quando não há evolução no quadro da pessoa, como prostração, sem conseguir tocar a vida e retomar as atividades normais.

    Ionara Rabelo também disse que a Médicos Sem Fronteiras ofereceu apoio a hospitais tanto de Gaza, quanto de Israel, e apontou que a ONG defende um cessar-fogo para proteger a população civil de ambos os lados.

    *Com produção de Isabel Campos