Executivo diz que Moderna pode ter vacina contra a Ômicron pronta em março
Pedido inicial de autorização da dose de reforço deve ser feito nos Estados Unidos
A Moderna pode ter uma dose de reforço contra a Covid-19, visando o combate à variante Ômicron, testada e pronta para solicitar autorização nos EUA em março, disse o presidente da empresa, Stephen Hoge, nesta quarta-feira (1º).
Hoge afirmou acreditar que as doses de reforço transportando genes que visam especificamente mutações na variante Ômicron recém-descoberta seriam a maneira mais rápida de lidar com quaisquer reduções antecipadas na eficácia da vacina que ela possa causar. "Já iniciamos esse programa", disse.
A empresa também está trabalhando em uma vacina multivalente que incluiria até quatro variantes diferentes do coronavírus, incluindo a Ômicron. Isso pode levar mais vários meses, de acordo com o executivo.
Os Estados Unidos identificaram seu primeiro caso Covid-19 causado pela variante Ômicron na Califórnia, disseram os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA nesta quarta-feira.
A Ômicron, classificada como "variante da preocupação" pela Organização Mundial da Saúde, está sendo estudada para ver se é mais contagiosa ou causa um quadro mais grave da doença do que outras variantes e se pode escapar das vacinas atuais.
Dada a orientação prévia da agência norte-americana FDA (Food and Drug Administration), que exigiu testes clínicos intermediários, Hoge disse que o processo pode levar três ou quatro meses.
A Moderna poderia fabricar a vacina enquanto realiza os testes, disse Hoge, para tê-la pronta para ser lançada o mais rápido possível.
Ele disse que a FDA está avaliando atualmente a ameaça à proteção da vacina representada pela variante Ômicron.
A agência poderia fornecer um cronograma mais rápido, semelhante à forma como aprova vacinas contra a gripe, de acordo com o surgimento de cepas, o que encurtaria o cronograma de três a quatro meses.
Nos Estados Unidos, as vacinas contra a gripe licenciadas podem ser atualizadas a cada temporada, substituindo-as por novas cepas do vírus que provavelmente causem a doença na temporada seguinte, sem a necessidade de grandes ensaios clínicos randomizados.





