Farmacêuticas da Índia prometem adaptação rápida a variantes do novo coronavírus

Laboratórios trabalham no sequenciamento genético de mutações do vírus

Vacinas Oxford/AstraZeneca, desenvolvidas em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz
Vacinas Oxford/AstraZeneca, desenvolvidas em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz Foto: Cassiano Rosário/Futura Press/Estadão Conteúdo

Reuters

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As farmacêuticas indianas Bharat Biotech e Biological E. Ltd disseram nesta segunda-feira (22) que poderiam reformular rapidamente suas vacinas contra Covid-19 para combater novas variantes assim que sua sequência genética for conhecida.

Recentemente, a Índia confirmou a presença no país das variantes identificadas primeiramente no Brasil, no Reino Unido e na África do Sul, que se acredita explicarem uma disparada de casos nos estados indianos de Maharashtra e Kerala.

No total, a Índia já relatou mais de 11 milhões de infecções de coronavírus, o maior número do mundo depois dos Estados Unidos, e cerca de 156 mil mortes.

“Como estamos vendo muitos ressurgimentos de casos, estamos colhendo amostras de focos e concentrações e tentando sequenciá-las”, disse Nivedita Gupta, vice-diretor-geral do estatal Conselho Indiano de Pesquisa Médica (ICMR), na conferência BioAsia.

O ICMR e a Bharat Biotech colaboraram para desenvolver a primeira vacina contra Covid-19 doméstica da Índia, que está sendo usada em uma campanha de imunização que já atendeu mais de 10 milhões de pessoas desde meados de janeiro, assim como outra vacina licenciada da AstraZeneca e da Universidade de Oxford.

 

A Índia é a maior fabricante mundial de vacinas, e suas empresas prometem produzir bilhões de doses de vacinas contra Covid-19.

O presidente da Bharat Biotech, Krishna Ella, disse que a empresa precisará basicamente de dados do ICMR ou da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o sequenciamento genético de qualquer variante para fazer uma vacina eficaz rapidamente.

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