Fiocruz não tem prazo para entrega de vacina nacional contra Covid

Ministério da Saúde buscava receber os primeiros lotes do imunizante da AstraZeneca/Oxford entre os dias 1º e 4 de fevereiro

Thayana AraújoStéfano Sallesda CNN

Rio de Janeiro

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Diferente do que foi anunciado pelo Ministério da Saúde, a vacinação não vai começar na primeira semana de fevereiro.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) afirmou à CNN que não vai entregar na data os imunizantes produzidos com Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) elaborado no Instituto de Biotecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz).

Em 12 de janeiro, o Ministério da Saúde informou que as primeiras doses do imunizante de AstraZeneca/Oxford, produzidas com Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) elaborado no país, começariam a ser aplicadas entre 1º e 4 de fevereiro.

A Fiocruz informou que nunca chegou a se comprometer oficialmente com a entrega dos imunizantes no final de janeiro, para que isto pudesse acontecer. A fundação informou que a distribuição ocorrerá em fevereiro, mas ainda não anunciou a data em que será realizada.

A Fiocruz tem, em Bio-Manguinhos, IFA suficiente para a produção de mais de 21 milhões de doses do imunizante.

Procurado, o Ministério da Saúde ainda não se manifestou sobre a informação da Fiocruz e os eventuais impactos que a entrega posterior terá na distribuição dos imunizantes para os estados.

 

O órgão recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para produzir a vacina 100% nacional no dia sete de janeiro. Uma semana depois a Fiocruz anunciou ter transferido o IFA da área de armazenagem do laboratório para a de produção de vacina, onde passaria pelo processo de descongelamento.

Somente depois dessa etapa teriam início os processos de produção de vacina, que incluem formulação, envase, revisão, rotulagem e controle de qualidade. São as mesmas fases da produção com IFA importado.

Originalmente, a início da distribuição do imunizante nacional estava previsto para agosto de 2021, quando seriam produzidas 110 milhões de doses até dezembro. No entanto, o contrato de transferência tecnológica entre a AstraZeneca e a Fiocruz, previsto para ser assinado em dezembro de 2020, só foi firmado em junho de 2021, o que atrasou o processo.

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