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    Fiocruz reafirma tendência de queda de síndrome respiratória grave no Brasil

    Especialistas avaliam que as festividades do Carnaval podem não apresentar impacto no aumento de novos casos de Covid-19

    Especialistas ouvidos pela CNN descartam um novo pico de casos de Covid-19 nas próximas semanas
    Especialistas ouvidos pela CNN descartam um novo pico de casos de Covid-19 nas próximas semanas Breno Esaki/Agência Saúde DF

    Nathalie Hanna AlpacaLucas Janoneda CNN

    No Rio de Janeiro

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    O boletim Infogripe divulgado nesta quarta-feira (23) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que o Brasil mantém a tendência de queda de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) há pelo menos seis semanas.

    Mesmo com a proximidade dos festejos de Carnaval, especialistas ouvidos pela CNN descartam um novo pico de casos nas próximas semanas, especialmente devido ao avanço da vacinação contra a Covid-19 no país.

    Para o infectologista Renato Kfouri, apesar do Brasil ter atingido os maiores números na pandemia com a variante Ômicron, esse resultado de queda indica que o cenário para as próximas semanas, é de melhora.

    “Não é esperado uma nova onda. As pessoas estão vacinadas e a tendência é que os casos diminuam. Na mesma velocidade em que os casos de pessoas infectadas com essa variante subiram, ela irá descer”, ressalta o especialista.

    Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o infectologista Celso Ramos ressalta que a queda dos casos se deve a dois fatores: a ampla vacinação com as duas doses e a alta transmissão da Ômicron nos meses anteriores. Para o especialista esses dois fatores contribuem para que não haja um disparo no número de casos no período de carnaval.

    “Não há dúvida que está tendo uma diminuição nos casos de Covid-19. O comportamento coletivo sempre é mais difícil de controlar e colaborar, mas não vejo um grande aumento no número de casos em consequência do carnaval. Podemos ver um aumento na transmissão e isso pode reduzir a descida da curva, mas acredito que não aumente tanto”, destaca.

    Durante a pandemia da Covid-19, as contaminações pelo coronavírus foram as principais responsáveis pela alta dos casos de SRAG. No entanto, outras síndromes gripais também são levadas em consideração para a divulgação do indicador pelos órgãos sanitários.

    A Fiocruz aponta uma tendência de queda de casos de síndrome em 22 dos 27 estados brasileiros. Os bons números não são realidade apenas em Tocantins e Roraima, que apresentam sinal de crescimento de casos nas últimas três semanas, e no Acre e Piauí, que registram alta nas contaminações nas últimas seis semanas.

    No entanto, a maioria dos casos com diagnóstico confirmado em laboratório são da Covid-19. Nas últimas quatro semanas, segundo o boletim, a prevalência entre os casos positivos foi de 90,8% para o Sars-CoV-2 (Covid-19), com o restante associado a outros vírus.

    Nas capitais do país, apenas Boa Vista (RR), Cuiabá (MT) e Teresina (PI) apresentam sinal de crescimento de casos nas últimas seis semanas. Em contrapartida, Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Brasília (DF), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Manaus(AM), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA), São Paulo (SP) e Vitória (ES) apresentam sinal de queda.

    Apenas seis dos 27 estados têm ao menos uma macrorregião de saúde com sinal de crescimento dos casos: Acre, Pará, Roraima e Tocantins, no Norte; Piauí, no Nordeste; e Rio Grande do Sul, no Sul. Em relação às estimativas de nível de casos de SRAG para as macrorregiões de saúde, apenas duas estão em nível pré-epidêmico, quatro em nível epidêmico, 74 em nível alto, 34 em nível muito alto e quatro em nível extremamente alto.

    *Sob supervisão de Isabelle Resende

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