Fiocruz tem uma semana para entregar 8 mi de doses de AstraZeneca e bater meta

Fundação prometeu 15 milhões de vacinas em setembro

Produção da vacina AstraZeneca contra a Covid-19 pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro
Produção da vacina AstraZeneca contra a Covid-19 pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro Rodrigo Pereira/Fundação Oswaldo Cruz

Beatriz Puenteda CNN*

No Rio de Janeiro

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Com quase 7 milhões de doses entregues até esta quinta-feira (23), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) precisa entregar mais cerca de 8 milhões de vacinas da Astrazeneca/Oxford até o final do mês para bater a própria meta de 15 milhões de doses.

A instituição informou que neste momento há 8,8 milhões de doses sendo submetidas ao controle de qualidade no laboratório da Farmanguinhos, no Rio de Janeiro, mas ainda não se sabe quando serão liberadas para a distribuição.

Para esta semana, a Fiocruz adianta que já prevê 4,6 milhões de doses disponibilizadas no total para o Programa Nacional de Imunizações (PNI). Desses, cerca de 2,5 milhões já foram entregues e há previsão de que mais um lote seja disponibilizado nos próximos dias. Se o quantitativo se concretizar, a Fiocruz teria que entregar 5,9 milhões de doses na próxima semana.

Se as remessas prometidas pela Fiocruz se concretizarem, a fundação alcançará a meta de produção de mais de 100 milhões de doses, que estava prevista para ser batida em julho, ou seja, com dois meses de atraso. Até agora, foram entregues cerca de 98,7 milhões de doses ao todo.

Com relação à meta de entregas, o Ministério da Saúde é mais comedido. Segundo a último comunicado, do dia 15, a previsão é de cerca de 12 milhões de doses em setembro, três milhões a menos da promessa da Fiocruz.

No entanto, tanto a instituição quanto a pasta já admitem que esse quantitativo pode ser revisto. Nas previsões do Ministério, há a possibilidade de ajuste quanto à quantidade de doses previstas.

Atraso na produção de vacinas

A corrida contra o cronograma se deve às duas semanas nas quais a Fiocruz precisou interromper a produção dos imunizantes da Astrazeneca por falta de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), que é importado.

A paralisação fez com que algumas cidades brasileiras ficassem sem estoque para a aplicação da segunda dose. A capital do Rio de Janeiro, por exemplo, adotou o chamado ‘intercâmbio da vacina’ com o imunizante da Pfizer para poder completar o esquema vacinal.

*Sob supervisão de Adriana Freitas

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