Foi importante detectar rapidamente a cepa da Índia, diz diretor do Adolfo Lutz

Diretor do Adolfo Lutz, Adriano Abbud reforçou que foco deve continuar sendo a redução da transmissão do novo coronavírus

Produzido por Layane Serrano, da CNN, em São Paulo

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O Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, confirmou um caso da variante B.1.617.2, originária da Índia, no país. O passageiro, um brasileiro de 32 anos, desembarcou no último final de semana no Aeroporto de Guarulhos e foi para o Rio de Janeiro, onde está em isolamento. Além dele, outras 10 pessoas que tiveram contato com o paciente estão sendo monitoradas.

Diretor do instituto, Adriano Abbud afirmou, em entrevista à CNN nesta quarta-feira (26), que o diferencial da descoberta da nova cepa no Brasil foi a velocidade da notificação de um caso suspeito às autoridades de saúde.

“O mais importante nesse caso foi a velocidade com que a Anvisa deu o alerta, com que o laboratório privado do aeroporto enviou a amostra, e com que realizamos o sequenciamento genético”, disse Abbud. “Foi uma força-tarefa nossa e da Vigilância Epidemiológica para dar uma resposta rápida da possibilidade de linhagem nova no país.”

Outros casos no Brasil

O Maranhão foi o primeiro estado brasileiro a confirmar a presença da nova cepa. A Secretaria de Saúde do estado confirmou na última quinta-feira (20) seis casos detectados entre os 24 tripulantes do navio MV Shandong Da Zhi, vindo da China.

O navio, que está ancorado na costa do Maranhão, foi posto em quarentena após um indiano de 54 anos, tripulante da embarcação, ser diagnosticado com Covid-19. Ele e outros cinco tripulantes testaram positivo e exames posteriores confirmaram a presença da variante B.1.617.2. 

Já em Minas Gerais, a prefeitura de Juiz de Fora confirmou que investiga um possível caso da variante originária da Índia no município depois que um morador da cidade chegou do país asiático na semana passada e testou positivo para o novo coronavírus.

O especialista ressaltou a importância de medidas contra a Covid-19, e reforçou que a prevenção contra a cepa originária da Índia é a mesma para as demais.

“Temos que nos preocupar em manter as medidas tanto de distanciamento quanto de uso de máscaras, porque as medidas que temos que tomar são contra o coronavírus”, disse, acrescentando que o objetivo sempre tem que ser a queda de transmissibilidade do vírus. “Se tem muita transmissão, dá a chance de o vírus mudar, gerar novas linhagens.”

Monitoramento de variantes (21 de maio de 2021)
Monitoramento de variantes (21 de maio de 2021)
Foto: Reprodução / CNN

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