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    Gana é primeiro país do mundo a aprovar vacina de Oxford contra malária 

    Órgão regulador de medicamentos aprovou o imunizante domesticamente para a faixa etária com maior risco de morte por malária, crianças de 5 a 36 meses

    Enfermeira prepara dose de vacina contra malária
    Enfermeira prepara dose de vacina contra malária REUTERS/Baz Ratner

    Natalie GroverJennifer Rigbyda Reuters

    Gana se tornou o primeiro país do mundo a aprovar uma nova vacina contra a malária da Universidade de Oxford, um potencial avanço no combate a uma doença que mata centenas de milhares de crianças todos os anos.

    A aprovação é incomum, pois ocorre antes da publicação dos dados do estudo em estágio final.

    Não está claro quando a vacina poderá ser lançada em Gana, pois outros órgãos reguladores, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ainda estão avaliando sua segurança e eficácia.

    “A OMS pode fornecer apoio, mas não é uma instituição de aprovação. A FDA tem mandato como reguladora, e foi isso que fizemos”, disse Delese Darko, presidente da Autoridade de Alimentos e Medicamentos de Gana (FDA), à reportagem.

    Darko não comentou sobre o cronograma para o lançamento da vacina, pois isso será organizado pelo serviço de saúde de Gana, o Programa de Malária de Gana e o órgão de imunização do país, o EPI. Essas organizações não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

    A doença transmitida por mosquitos mata mais de 600 mil pessoas a cada ano, a maioria crianças na África.

    O cientista de Oxford Adrian Hill disse que o regulador de medicamentos de Gana aprovou a vacina domesticamente para a faixa etária com maior risco de morte por malária, crianças de 5 meses a 36 meses.

    A primeira vacina contra a malária, Mosquirix, da farmacêutica britânica GSK, foi endossada pela OMS no ano passado, após décadas de trabalho. Mas a falta de financiamento e o potencial comercial estão frustrando a capacidade da GSK de produzir a quantidade de doses necessárias, demonstrando a necessidade de outra opção.

    (Reportagem de Natalie Grover e Jennifer Rigby em Londres e Christian Akorlie em Acra)