Plano de imunização: governo não descarta vacinar idosos em casa

"A vacinação casa a casa pode ser uma estratégia em resposta àqueles que têm mobilidade limitada ou que estejam acamados", diz o documento

Tratamento de paciente com coronavírus em leito de UTI
Tratamento de paciente com coronavírus em leito de UTI Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Marina Motomura

Da CNN, em São Paulo

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 O plano nacional de imunização do governo federal para vacinação contra o novo coronavírus deixa claro que estados e municípios devem “dispor de plano de ação” para que a vacina chegue aos grupos prioritários.

No entanto, o Ministério da Saúde enfatiza, no documento, que não está descartada a vacinação casa a casa para os idosos com dificuldades de locomoção ou que estejam acamados.

“A vacinação contra a Covid-19 pode exigir diferentes estratégias, devido a possibilidade de ofertar diferentes vacinas, para diferentes faixas etárias/grupos”, diz o texto, que destaca alguns pontos.

“- Vacinação de trabalhadores de saúde: exige trabalho conjunto entre Atenção Primária à Saúde e Urgência e Emergência, principalmente para aqueles que atuam em unidades exclusivas para atendimento da covid-19.
– Vacinação de idosos: a vacinação casa a casa pode ser uma estratégia em resposta àqueles que têm mobilidade limitada ou que estejam acamados.
– Organização da unidade primária em saúde em diferentes frentes de vacinação, para evitar aglomerações; deve-se pensar na disposição e circulação destas pessoas nas unidades de saúde e/ou postos externos de vacinação”

No entanto, o governo federal não detalha como isso vai ocorrer, e deixa o microplanejamento a cargo de estados e municípios.

Os idosos formam a maior parte da população que terá prioridade na vacina. São 4,2 milhões de pessoas com 80 anos de idade ou mais; são 3,4 milhões com 75 a 79 anos; 5,1 milhões com 70 a 74 anos; 7 milhões com 65 a 69 anos e 9 milhões com 60 a 64 anos.

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