Governos estaduais flexibilizaram em excesso medidas de isolamento, diz médico

Governo de SP prorrogou a quarentena até o dia 16 de dezembro devido ao aumento de casos de Covid-19 no estado

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O governo de São Paulo publicou nesta terça-feira (17) no Diário Oficial o decreto que prorroga a quarentena até o dia 16 de dezembro. A medida busca evitar o aumento no número de casos de Covid-19 no estado. Em entrevista à CNN, Paulo Lotufo, epidemiologista e professor da Faculdade de Medicina de São Paulo, explicou que os governos estaduais e municipais também tem responsabilidade pelo que está acontecendo.

“O novo coronavírus está se mostrando que é muito diferente dos outros vírus. Então, não sabemos exatamente o comportamento dele, mas conhecemos o comportamento do ser humano”, disse. “E desde um bom tempo estamos observando um relaxamento excessivo das medidas de restrição, e isso não é só um problema de indivíduos, mas também de governos estaduais e municipais que flexibilizaram em excesso as medidas que estávamos tendo de controle de contágio”.

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O especialista afirmou ainda que, não só no Brasil, mas em todos os países do ocidente, “quem está orientando o relaxamento das medidas não são as autoridades sanitárias, e sim o poder econômico. 

Mais cedo, o secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, disse à CNN que é preciso que as pessoas respeitem as medidas sanitárias pois, se for necessário, o governo vai recuar no Plano SP, o qual orienta a flexibilização da quarentena provocada pela pandemia de Covid-19 no estado. 

“Se nós precisarmos recuar, retroceder, isso será feito. Isso sempre foi dito. É importante que as pessoas entendam que hoje nós estamos em uma emergência sanitária”, afirmou ele. “Nós sempre falávamos para as pessoas ‘fiquem em casa’. Hoje estamos falando ‘saiam com responsabilidade’, ‘saiam usando máscaras e evitem as aglomerações’.”

 

(Com informações de Jéssica Otoboni, da CNN, em São Paulo. Publicado por Leonardo Lellis)

 


 

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