Iminência de vacina não quer dizer que pandemia está no final, alerta médica

Cardiologista e intensivista Ludhmila Hajjar falou à CNN sobre o aumento do número de casos e mortes por Covid-19 no país

Da CNN, em São Paulo

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Apesar da expectativa para a disponibilização de um imunizante contra a Covid-19 ainda em janeiro, a cardiologista e intensivista Ludhmila Hajjar alerta que a pandemia do novo coronavírus não está no fim no Brasil.

Em entrevista à CNN nesta quarta-feira (13), a médica destacou que o país ainda pode viver um colapso no sistema público de saúde, caso as medidas de proteção, como o uso de máscaras e álcool em gel, sejam abandonadas pela população.

“Agora em janeiro, estamos vivendo os piores números dos últimos meses em algumas regiões do Brasil”, disse Ludhmila.

“Nos últimos dias, houve um aumento de 50% na média diária no número de casos e mortes. É um fenômeno que pode, sim, colapsar o sistema de saúde; estamos vendo isso acontecer na região amazônica. Isso só demonstra para nós que a pandemia está longe de ser controlada, ela não está no final”, completou.

 

A cardiologista relacionou o aumento de casos da Covid-19 no início de 2021 com as festas de fim de ano, e as inúmeras cenas de aglomerações registradas pelo país nas últimas semanas.

“Todo esse comportamento inadequado, que resultou em aglomeração, em evitar o distanciamento social, a não utilização das máscaras, [aconteceu] num momento em que ainda não temos uma estratégia de prevenção e não existe uma medicação que vai impedir a contaminação. Por isso, estamos aguardando tanto que se comece a vacinação”, disse Ludhmila.

(Publicado por Daniel Fernandes)

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