Insumos chegam até o final da semana, diz Pazuello

Da CNN, em São Paulo

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Em vídeo divulgado na tarde desta segunda (25), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que os insumos necessários para fabricação de mais doses da Coronavac pelo Instituto Butantan devem chegar ao país, vindo da China, até o final desta semana. 

“A continuidade do recebimento dos insumos para fabricação das vacinas pelo Butantan voltou à normalidade. Isso graças à ação diplomática do governo federal com o governo chinês, por intermédio da embaixada chinesa no Brasil”, diz o ministro na gravação antecipada com exclusividade à analista da CNN Thaís Arbex. 

“A previsão de chegada de insumos no Brasil é até o final dessa semana, garantindo com isso a continuidade da fabricação e distribuição das vacinas”, afirma.

Pouco antes, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já havia anunciado, por meio de uma postagem em seu perfil do Facebook, que foi informado pela embaixada chinesa de que 5,4 mil litros de insumos para a vacina Coronavac seriam enviados em breve.

Segundo Bolsonaro, o material já está em área aeroportuária “para pronto envio ao Brasil”. Ele escreveu que os insumos chegarão ao Brasil nos próximos dias.

Com essa quantidade de insumos, será possível produzir 5,4 milhões de doses de vacina.

Bolsonaro agradeceu a “sensibilidade do governo chinês”, além do empenho dos ministros Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, Eduardo Pazuello, da Sáude, e Tereza Cristina, da Agricultura.  

Na mensagem, ele ainda colocou uma foto com o presidente da China, Xi Jinping, tirada em outubro de 2019, em visita de Bolsonaro a Pequim.

Governo de São Paulo contesta

Em um comunicado divulgado na tarde desta segunda (25), o governo de São Paulo contestou que o envio de insumos chineses tenha tido a participação do governo federal. “Todo o processo de negociação com o governo chinês para a liberação de 5.400 litros de insumo para a vacina do Butantan foi realizado pelo Instituto e pelo Governo de São Paulo, que vem negociando com os chineses a importação de vacinas e insumos desde maio do ano passado”, afirma o texto.

 

 

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