Lewandowski dá 5 dias para farmacêutica se manifestar sobre produção da Sputnik

Informações devem ser as mesmas prestadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quanto ao seu pedido de “autorização de uso emergencial”

Kenzô Machida e Gabriela Coelho, da CNN, em Brasília 

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski deu cinco dias para que a empresa União Química se manifeste sobre o desenvolvimento e produção da vacina Sputnik V no Brasil. 

As informações devem ser as mesmas prestadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quanto ao seu pedido de “autorização de uso emergencial”, em “caráter experimental” do referido imunizante. 

Há quase um mês a companhia brasileira União Química, responsável pela produção da vacina russa contra a Covid-19 na América Latina, apresentou à Anvisa um pedido para dar início à terceira fase de testes clínicos no Brasil, mas até hoje ainda não teve a aprovação dos estudos por falta de informações sobre o imunizante. 

A CNN apurou que no pedido de estudos da fase 3, feito no final de dezembro, a União Química não apresentou dados robustos do processo de fabricação da vacina russa e também ainda não forneceu os dados dos estudos que já foram realizados com o imunizante no mundo e, por conta disso, a Anvisa ainda não aprovou as pesquisas com o imunizante no Brasil. 

Quando a União Química entrou com o pedido junto à Anvisa havia uma expectativa grande de que, assim que a autorização saísse, a empresa já ingressaria com o pedido de uso emergencial do imunizante no Brasil e até de produção da vacina em solo brasileiro. Mas, sem as informações dos métodos de fabricação e de resultados de estudos já feitos, o processo deve levar mais tempo.   

A União Química foi procurada pela CNN, mas, até o momento, não respondeu o contato.

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