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    Melhor presente de final de ano para a família é a vacina, diz pesquisador

    Em entrevista à CNN, Raphael Guimarães, da Fiocruz, afirma que não há riscos que contraindiquem a imunização, e que ainda é necessário não aglomerar no Ano Novo e Natal

    Layane SerranoTiago Tortellada CNN

    Em entrevista à CNN, o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Raphael Guimarães ressaltou a importância da vacinação contra a Covid-19 neste final de ano e do início da imunização de crianças.

    Guimarães afirmou que ainda é importante não aglomerar, e recomendou fazer reuniões de Natal e Ano Novo apenas em grupos pequenos, com pessoas que se vacinaram.

    “Temos tentado dar suporte à ideia de que o melhor presente que podemos dar no final de ano para a nossa família é a vacina”, colocou.

    Raphael é um dos autores de um estudo divulgado nesta terça-feira (21) sobre a necessidade de vacinação das crianças. Como ele afirmou, apenas imunizando a faixa etária de zero a 11 anos, que representa 15% da população, será possível ultrapassar a marca de 85% das pessoas totalmente protegidas contra a Covid, o que é um número “otimista, mas não ideal”.

    Além disso, Guimarães explicou que as crianças ainda não têm o sistema imunológico totalmente desenvolvido, sendo mais vulneráveis a cargas altas de vírus. Assim, elas também são um vetor de transmissão importante das doenças respiratórias, por isso a necessidade ainda maior da vacinação.

    Ele também ressaltou a necessidade de políticas públicas para levar a vacina para mais pessoas. De acordo com Guimarães, o maior empecilho para a imunização é o acesso à saúde.

    “Sabemos que a logística que comporta o Plano Nacional de Imunizações (PNI) depende da ponta, ou seja, do nível municipal, local, mas precisamos da coordenação federal para que consiga organizar o território e a política distributiva de forma a diminuir a desigualdade [no acesso às vacinas]”, afirmou.

    Entre as ações possíveis que Raphael levantou, estão aumentar o número de postos volantes de vacinação e estender o horário de funcionamento dos postos de saúde, pois, segundo o pesquisador, muitas pessoas não conseguem chegar a estes locais no horário de aplicação dos imunizantes.