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    CNN Sinais Vitais

    Menopausa afeta diferentes aspectos da vida da mulher, dizem especialistas

    Tema será abordado no CNN Sinais Vitais - Dr. Kalil Entrevista de sábado (15), às 19h30, na CNN Brasil

    Dr. Roberto Kalil recebe a ginecologista Leila de Oliveira Corrêa, e a endocrinologista Cláudia Kalil no CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista desta semana
    Dr. Roberto Kalil recebe a ginecologista Leila de Oliveira Corrêa, e a endocrinologista Cláudia Kalil no CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista desta semana CNN/Divulgação

    Gabriela Maraccinida CNN

    Os cuidados com a saúde da mulher devem começar já na infância. Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o ideal é que a primeira consulta com ginecologista seja feita por volta dos 10 anos e o acompanhamento médico deve ser feito por toda vida e, principalmente, durante a menopausa. Inclusive, nessa fase, o cuidado deve ser multidisciplinar, já que a condição interfere vários aspectos da vida da mulher.

    O assunto é tema do CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista deste sábado (15), em que Dr. Roberto Kalil recebe a ginecologista Leila de Oliveira Corrêa e a endocrinologista Cláudia Kalil. No programa, os especialistas debatem sobre os principais cuidados necessários para a qualidade de vida da mulher no climatério e na menopausa.

    “A menopausa não é um ponto, ela é uma vírgula na vida da mulher”, diz Cláudia. Ela defende a importância de falar sobre isso muito antes da menopausa em si, a partir do aparecimento dos primeiros sintomas.

    “A menopausa tem uma média de idade em torno dos 51 anos, mas ela pode acontecer em qualquer momento a partir dos 40 anos. O sono vai ficando com uma qualidade pior, ela tem uma labilidade emocional grande, ela começa a ganhar peso com a mesma alimentação e mesma atividade física, ela sente uma diminuição do desejo sexual”, explica.

    Justamente por afetar diferentes aspectos da vida da mulher, a menopausa requer um olhar ampliado e multidisciplinar, ou seja, de profissionais de diferentes áreas da saúde. “Nós temos que, primeiro, mudar o estilo de vida dessa mulher e, às vezes, temos que entrar com medicamentos”, afirma Corrêa.

    No programa, as especialistas citam um estudo americano que acompanhou um grupo de mulheres ao longo dos anos para coletar dados desde o período da pré-menopausa até depois.

    “Aquelas mulheres que conseguiram controlar o peso, manter uma atividade física e se mostrar mais ativas intelectualmente conseguem continuar levando uma vida de qualidade. Porque você imagina que, se a menopausa acontece por volta dos 50 anos, ainda tem mais 40% de tempo de vida útil. E essa mulher tem que estar apta para esses próximos anos”, comenta Cláudia.

    Tratamento na menopausa deve ser personalizado

    Além do olhar multidisciplinar, o tratamento da menopausa deve ser personalizado e específico para as necessidades de cada mulher. “Em alguns casos é importante repor a testosterona, por exemplo, não só pela questão do desejo sexual, mas também para massa muscular, para manter massa óssea”, explica Cláudia.

    No entanto, nem sempre a reposição hormonal é necessária. “Não obrigatoriamente a mulher vai precisar do hormônio para poder se sentir bem. No climatério, 80% das mulheres têm sintomas, 20%, não”, acrescenta Corrêa.

    “Nós, mulheres, temos que nos cuidar sempre, mas a partir dos 40 anos, o cuidado vai ser um pouquinho maior, mas nós vamos viver bem, se nos cuidarmos bem”, finaliza.

    O CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista vai ao ar no sábado, 15 de junho, às 19h30, na CNN Brasil.

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