Ministério da Saúde anuncia abertura de 135 leitos na rede federal do Rio

Número representa apenas 33,75% da demanda feita pelo município; pasta promete contratar mais 1,7 mil profissionais

Leitos de Covid-19
Leitos de Covid-19 Reprodução/CNN Brasil

Cleber RodriguesStéfano Sallesda CNN

No Rio de Janeiro

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O Ministério da Saúde anunciou que vai reabrir, nos próximos dias, 135 leitos na rede federal do Rio de Janeiro, sendo 100 de enfermaria e 35 de UTI. A medida atenderá parte dos pleitos do município, que pedia o desbloqueio de 400 das cerca de 941 vagas federais fora de uso na capital, número identificado em levantamento da Defensoria Pública da União (DPU).

De acordo com a pasta, que não se comprometeu com uma data exata para a ampliação da oferta, serão contratados 1,7 mil profissionais de saúde, para que os leitos operem em sua plenitude. Os postos e os leitos serão distribuídos pelos seis hospitais administrados pelo Ministério da Saúde na capital fluminense: Andaraí, Bonsucesso, Cardoso Fontes (Jacarepaguá), Lagoa, Ipanema e Servidores (Centro).

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, destacou a contribuição da rede federal, uma herança de quando o Rio era capital da república, para o enfrentamento à pandemia. “Essa rede deve ser referência no atendimento à população do Rio de Janeiro e de todo o país. A estruturação dos hospitais federais é essencial para que possam dar a resposta certa para o SUS”, destaca.

O total de leitos reabertos representa apenas 33,75% do total requisitado pela Secretaria municipal de Saúde, através de ofício ao governo federal, há cerca de três semanas. O pedido solicitava 250 vagas no Hospital Federal de Bonsucesso e 150 no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ.

Nesta quinta-feira (27), em uma reunião no Palácio da Cidade, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), criticou o estado de abandono das unidades administradas pelo Ministério da Saúde.

“Em uma rede com tantos leitos como a federal, é importante que mantenham todos os leitos abertos. Isso precisa ser olhado. Os hospitais federais do Rio estão abandonados. Todos eles. A gente precisa que o governo federal e o Ministério da Saúde tomem medidas para recuperar seus leitos permanentemente, não só para Covid”, afirmou Paes.

Procurado, o Ministério da Saúde ainda não se manifestou sobre as críticas do prefeito com relação ao tratamento dado pela pasta às unidades de saúde da rede federal.

Na quarta-feira (26), a Fiocruz divulgou uma nota técnica do Observatório Covid-19, na qual os pesquisadores apontam que seis estados e o Distrito Federal têm mais de 80% dos leitos terapia intensiva ocupados, cenário apontado como crítico. O documento afirma que há um claro sinal de piora do quadro de infecções no país, provocado pela variante Ômicron.

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