Gabbardo diz que SP se reunirá com Saúde por mais doses da AstraZeneca

Cidade de São Paulo enfrenta dificuldades com o abastecimento de doses da vacina contra a Covid-19; imunizante está em falta em cerca de metade dos 468 postos de saúde da capital

Produzido por Elis Francoda CNN

Em São Paulo

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O coordenador executivo do Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo, João Gabbardo, afirmou, em entrevista à CNN, que o Ministério da Saúde e a secretaria de Saúde de São Paulo vão buscar nesta sexta-feira (10) um acordo para mais vacinas da AstraZeneca.

Isso acontece porque a cidade de São Paulo enfrenta dificuldades com o abastecimento de doses da vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca. Segundo informações do secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, o imunizante está em falta em cerca de metade dos 468 postos de saúde da capital paulista.

Segundo informou a prefeitura, o desabastecimento ocorre devido à alta adesão da população à campanha. A chegada de novas doses da AstraZeneca dependem de entrega do Ministério da Saúde.

Gabbardo disse ainda que, se não houver a vacina da AstraZeneca para imunizar a população contra a Covid-19, é preferível que a aplicação da segunda dose seja feita com o imunizante da Pfizer/BioNTech.

“A preocupação com a segunda dose é muito relevante porque é a maneira que temos para enfrentar um possível aumento de casos por conta da variante Delta. Todas as pesquisas mostram que para o enfrentamento dessa variante uma dose apenas não é suficiente”, disse coordenador executivo do Centro de Contingência.

“Temos insistindo muito nessa necessidade não só de atrasar, mas de ter o prazo [de aplicação] reduzido para oito semanas.” Mas o coordenador executivo afirma que não tem chegado doses suficientes para isso.

“Se não tivermos a AstraZeneca para fazer a segunda dose, defendemos que se use a Pfizer. Deveria ter [a Pfizer], mas não chegou também. Mas Ministério da Saúde tem uma previsão para que já neste mês tenha uma quantidade maior da vacina”, disse.

Gabbardo defendeu ainda que se use qualquer imunizante disponível contra a Covid-19 para fazer a dose adicional em idosos.

“Se tiver muita vacina da Pfizer, acho que é muito mais relevante e protege muito mais a população se anteciparmos a segunda dose. Para enfrentar a variante Delta, é muito mais importante ter as pessoas com a segunda dose do que ter a dose extra para os idosos, pois não se tem ainda evidências de que os idosos perdem a capacidade imunológica. A quantidade de anticorpos cai, mas a memória imunológica, não. As pessoas vão ter condições de enfrentar essa variante tendo as duas doses de vacina.”

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