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    MP sobre tratamento oral contra o câncer é “grande avanço”, diz especialista

    À CNN, o presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia, Paulo Hoff, disse que projeto permitirá acesso mais rápido aos remédios

    Imagem ilustrativa de medicamentos
    Imagem ilustrativa de medicamentos Foto: Volodymyr Hryshchenko/Unsplash

    Amanda GarciaBel Camposda CNN

    São Paulo

    O presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia, Paulo Hoff, classificou a medida provisória (MP) que obriga os planos de saúde a cobrirem remédios orais contra o câncer como “um grande avanço.”

    O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados na última quinta-feira (10), depois de aprovação no Senado com mudanças. Agora, o projeto irá à sanção presidencial.

    Em entrevista à CNN, Hoff afirmou que o tratamento oral é “uma revolução” para o tratamento contra a doença e que a MP “vai acelerar a disponibilidade dos remédios.”

    “É um grande avanço em relação ao que tínhamos. Ela prevê que a avaliação da Anvisa seja feita em até 6 meses e a ANS têm, após a aprovação, 10 dias para disponibilizar”, explicou, ao lembrar que o tempo, antes, poderia chegar a 3 anos.

    O presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia disse que é uma evolução importante: “Começamos com a quimioterapia, que tratava todo tipo de câncer da mesma maneira. Agora, chegamos no tratamento molecular, que reconhece que tumores têm origens diferentes e atua nesta origem. Justamente esses tratamentos têm vindo na forma oral.”

    Hoff destaca que os remédios diminuem a toxicidade e melhoram a eficácia para o paciente. No entanto, ele admite que o custo ainda é muito alto e que “também deve ser debatido.”

    O oncologista também reforçou que o câncer, hoje, “não é mais uma sentença de morte”: “Temos uma perspectiva muito melhor do que no passado, mais de 60% dos pacientes com diagnóstico venham a ser curados.”

    Ele fez a ressalva de que a detecção precoce é essencial para o tratamento “mais eficiente e barato”, já que a medicação oral costuma ser utilizada para casos mais avançados da doença.