Não há evidências de que casos de “Flurona” são mais graves, diz infectologista

À CNN Rádio, Mirian Dal Ben afirmou que coinfecção de Covid-19 e influenza aconteceram desde o início da pandemia

Atendimento em hospital
Atendimento em hospital Jorge Hely/Enquadrar/Estadão Conteúdo

Amanda GarciaBel Camposda CNN

São Paulo

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Em entrevista à CNN Rádio, a infectologista do Hospital Sírio Libanês Mirian Dal Ben afirmou que “ainda não há evidências de que a coinfecção de Covid-19 e influenza seja mais grave.”

Batizada de “Flurona” desde o primeiro caso oficialmente relatado em Israel, a infecção simultânea, de acordo com a infectologista, não surpreende.

Ela disse que desde o começo da pandemia há relatos de casos em lugares diferentes do mundo. O que mudou, agora, é que o Brasil – e diversos outros países – vivem um aumento dos casos de gripe e de Covid-19, com o avanço da variante Ômicron.

“É natural que aconteçam casos de pessoas que pegam as duas doenças ao mesmo tempo”, tranquilizou. Somente na última semana, ela relatou que houve 4 coinfecções no Sírio Libanês, todos leves, já que as pessoas estavam vacinadas. “A vacina com certeza traz um quadro mais amenizado.”

Os casos tanto de gripe, quanto de Covid-19 já começaram a aumentar antes mesmo do Natal. Mirian avalia que esse número deve ser maior nas próximas semanas, embora não acredite que ele se traduza em internações, já que boa parte da população está imunizada.

“A gente observou aumento na procura pelo atendimento por síndromes gripais, podem ser influenza ou Covid, mas a maior parte não tem resultado em internação.”

A infectologista explicou que os cuidados de prevenção para ambas as doenças são os mesmos: uso de máscaras, distanciamento social e evitar aglomerações.

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