Novo medicamento contra HIV facilita tratamento e aumenta qualidade de vida

No quadro Correspondente Médico, Fernando Gomes fala sobre remédio aprovado pela Anvisa para combater a vírus

Fabrizio Neitzkeda CNN

Em São Paulo

Ouvir notícia

Na edição desta terça-feira (30) do quadro Correspondente Médico, no Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes comentou sobre o novo medicamento aprovado na véspera pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) contra o vírus HIV, responsável pela Aids.

O remédio combina as substâncias lamivudina e dolutegravir sódico em um só comprimido e pode reduzir a quantidade do vírus no corpo humano, mantendo-o em um nível considerado baixo.

Para Gomes, o tratamento facilitará a vida dos portadores do HIV, que poderão gerenciar o uso de pílulas, administradas de forma contínua, de maneira muito mais simples. “Até mesmo os efeitos colaterais e a relação difícil com tantos comprimidos deixa de existir. Tanto na distribuição quanto na própria utilização do dia a dia, isso funciona de forma muito positiva, porque a posologia acaba implicando na qualidade de vida.”

“Se tenho que tomar um comprimido, uma vez por dia, e eu estou ok com o tratamento e a manutenção da minha saúde, é tudo muito mais fácil”, concluiu.

O medicamento é indicado para ser administrado em pessoas acima de 12 anos com mais de 40 quilos, sem histórico de tratamento antirretroviral ou em substituição a um tratamento em pessoas com supressão virológica.

Com o remédio, as substâncias inibem a multiplicação do vírus dentro das células do corpo humano, garantindo o nível habitual das células T CD4 positivas, que fazem a defesa do organismo. “Elas [as substâncias] têm um papel bioquímico importante quando o vírus tenta fazer o trabalho dele de destruição da célula e integração do material genético”, explicou o neurocirurgião.

Fernando Gomes também avaliou as dificuldades no combate ao vírus HIV, mesmo após quase três décadas de pesquisas. “O vírus do HIV tem uma característica que chama bastante a atenção, porque ele ataca as células de defesa do sistema imunológico. Essas células são as responsáveis pela destruição do próprio vírus.”

“É como se você afetasse a segurança do corpo e, portanto, você abre um flanco grande tanto para a própria manifestação clínica da doença quanto para infecções oportunistas e diversos tipos de câncer”, concluiu.

Mais Recentes da CNN