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    Ocupação de leitos de UTI para Covid-19 cai no estado de São Paulo, diz SindHosp

    Mesmo assim, hospitais registraram aumento no número de atendimentos de urgência para pacientes com suspeita da doença

    Giulia AlecrimTiago TortellaAnna Gabriela Costada CNN

    em São Paulo

    Uma pesquisa feita pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp) entre os dias 1 e 9 de fevereiro relatou queda na ocupação de leitos de terapia intensiva com pacientes com Covid-19 em hospitais do estado de São Paulo.

    Foram ouvidos 72 hospitais (18 na capital e 54 no interior), sendo que 11% deles estão com ocupação de UTI Covid entre 81% e 100%. Na pesquisa anterior, feita entre 12 e 19 de janeiro, esse índice era de 39%.

    Mesmo assim, foi constatado que os atendimentos de urgência para pacientes com suspeita de Covid-19 continuam crescendo. Dos hospitais que participaram da pesquisa, 51% disse que o aumento do atendimento emergencial foi de 20% nos últimos 15 dias. Para 34% dos hospitais o crescimento foi entre 21% e 40%.

    Em entrevista à CNN, nesta quinta-feira (10), o presidente do SindHosp, Francisco Balestrin, atribuiu queda de internações às características da variante Ômicron, que foi predominante no Brasil nas últimas semanas.

    “A média de permanência em internação sempre foi menor que a média dos pacientes com a [variante] Delta, o que sinalizada que a gente tinha uma letalidade menor e, consequentemente, a gente conseguia fazer com que os pacientes ficassem menos tempo nos leitos. Nesse momento temos poucos pacientes em respirador, o que significa que temos uma gravidade menor dos casos”, disse Balestrin.

    “Aprendemos bastante, se você somar menor letalidade com o aprendizado que tivemos nesses últimos dois anos, a gente consegue [a diminuição] esses números”, acrescentou o presidente do SindHosp.

    Nesta semana, o governo de São Paulo também anunciou a diminuição de internações no estado. A quarta-feira (9) foi o primeiro dia depois de 11 dias de pico da terceira onda de Covid-19 em que menos de dez mil pessoas estavam internadas com a doença.

    O levantamento do Sindicato também constatou que a maioria dos pacientes internados em UTIs nos hospitais pesquisados têm entre 60 e 79 anos.

    “Temos um perfil de idade, desta vez, mais envelhecido que tínhamos há 20 dias, quando tínhamos uma prevalência de pacientes dos 30 aos 50 anos. Agora temos um número maior de pacientes de 60 a 80 anos de idade. Significa que aqueles pacientes que eram mais jovens, de alguma forma já tiveram suas altas, enquanto os mais idosos estão sendo a maioria dos casos de internados nas terapias intensivas”, disse Balestrin.

    Sobre os maiores problemas enfrentados pelas unidades de saúde, o afastamento de profissionais foi o principal, constatado por 67% dos hospitais. Além disso, 21% relataram um aumento no atendimento de emergência/urgência maior que a capacidade.

    Por fim, a pesquisa verificou que 76% dos hospitais estão cancelando parte das cirurgias eletivas.