Ômicron: máscara é imprescindível para evitar a transmissão, diz especialista

Infectologista Jamal Suleiman, do Instituto Emílio Ribas, afirmou à CNN que considera inadequado desobrigar o uso de máscaras especialmente no contexto da nova variante Ômicron

Lucas RochaDuda Cambraiada CNN

em São Paulo

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Com o avanço da vacinação no Brasil, governos estaduais e municipais estudam desobrigar o uso de máscara em ambientes abertos.

Na cidade do Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes manteve o uso de máscaras em ambientes fechados e nos transportes públicos. O decreto municipal publicado em Diário Oficial no dia 27 de outubro liberou o uso do equipamento de proteção em ambientes abertos.

Já o governo de São Paulo anunciou, na quarta-feira (24), que o uso de máscaras não será mais obrigatório a partir do dia 11 de dezembro no estado.

Em entrevista à CNN, o infectologista Jamal Suleiman, do Instituto Emílio Ribas, de São Paulo, afirmou que não considera uma estratégia adequada desobrigar o uso de máscaras especialmente no contexto da nova variante Ômicron.

“A vacina protege você de formas graves, a máscara é um acessório imprescindível para minimizar o impacto da transmissão do vírus. A descrição inicial dessa variante diz o seguinte: ela tem transmissibilidade muito maior do que as anteriores, a mortalidade não. […] Flexibilizar, tirar a máscara, ainda que seja em ambientes abertos, não é um bom negócio, não é uma boa estratégia”, disse Suleiman.

O surgimento de uma nova linhagem do coronavírus, classificada como variante de preocupação pela Organização Mundial da Saúde (OMS), disparou o alerta para a vigilância genômica do vírus pelos países. A variante conta com mais de 30 mutações na proteína Spike, utilizada pelo vírus para invadir as células humanas, o que pode conferir ao vírus vantagens como uma potencial maior transmissiblidade.

Com a aproximação das festas de fim de ano, como o Natal e o Ano Novo, epidemiologistas alertam para os riscos do aumento do número de casos no país.

Na sexta-feira (26), os pesquisadores do Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertaram para a importância de manutenção dos cuidados durante as comemorações. Os pesquisadores recomendam cautela e o monitoramento de quaisquer possíveis sinais de piora do cenário epidemiológico no país.

O infectologista do Hospital Emílio Ribas reforçou que a vacina tem como objetivo principal evitar o desenvolvimento de casos graves, de internações e de óbitos pela Covid-19. Segundo ele, o impacto da vacina tem sido visto na redução das taxas de hospitalização no país.

“Esta não é a hora de baixar a guarda. Festa de fim de ano é ótimo que você faça com aquelas pessoas que você está familiarizado, dentro da sua casa. O risco é infinitamente menor, não vá para a rua, comemore dentro de casa, faz isso de maneira familiar”, disse.

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