Oxford pode criar projeto de cardiologia no INC, na cidade do RJ

Ministério da Saúde deve ajudar a Oxford a iniciar seu projeto, cedendo espaço no prédio do instituto e ajudando no financiamento

Prédio da Universidade de Oxford, no Reino Unido
Prédio da Universidade de Oxford, no Reino Unido CNN/reprodução

Stéfano SallesThayana Araújoda CNN

No Rio de Janeiro

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O Instituto Nacional de Cardiologia (INC), um dos centros federais de saúde especializada do Rio de Janeiro, está cotado para abrigar um projeto da futura unidade da Universidade de Oxford no estado. A parceria deve se limitar à área de cardiologia.

A informação foi confirmada pela pesquisadora brasileira Sue Ann Clemens, líder da implementação do projeto, que visitou a sede do Instituto Nacional de Cardiologia, em Laranjeiras, na zona sul do Rio de Janeiro.

O projeto é fruto de um acordo entre a Oxford e o Ministério da Saúde, que ajudará no custeio da iniciativa. “Esse acordo com o Ministério da Saúde foi muito importante, porque nós saímos de uma parceria mais no campo infeccioso e entramos em um acordo de saúde global”, diz a pesquisadora.

Sede da Oxford no Rio

A universidade do Reino Unido, que desenvolveu uma das vacinas contra a Covid-19, deve estabelecer uma sede no Rio de Janeiro, mas o prédio do INC não será o escolhido, segundo Clemens, e receberá apenas o projeto relacionado aos estudos em cardiologia.

A Oxford ainda busca uma sede na cidade e alinha novas parcerias, como fez com a Universidade de Siena, na Itália, e o Instituto Internacional de Vacinas da Coreia do Sul.

“Estamos procurando uma sede que possa acomodar bem o pessoal que vamos contratar, mas não temos preferência por um local específico”, disse Clemens.

A previsão é que a unidade brasileira da universidade comece a operar em 2022 e ofereça bolsas de mestrado e doutorado, além de cursos em doenças infecciosas, desenvolvimento clínico e vacinologia.

Também estão previstos no Brasil cursos de mestrado, PhD, além de iniciativas para atualização profissional.

“Queremos trazer profissionais do mundo todo e que tenham conhecimento de mercado. Não queremos ficar apenas no nicho, treinando profissionais que só tenham os horizontes de Brasil e América Latina”, conclui a pesquisadora.

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