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    Pandemia de COVID-19 expõe carência de leitos de UTI, diz presidente do Cremerj

    Para o presidente do Cremerj, Sylvio Provenzano, "não cabe ao médico dizer o que vai e o que deixa de ir", e Estado precisa garantir vagas necessárias

    Em meio ao avanço do novo coronavírus, o governo do Rio de Janeiro prepara para esta semana o lançamento de um protocolo para orientar médicos na hora de indicar quais pacientes irão para leitos de UTI. O documento já foi encaminhado para ser publicado no Diário Oficial do Rio de Janeiro, quando começa a valer, de acordo com um despacho interno da Secretaria de Saúde obtido pela CNN.

    O presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), Sylvio Provenzano, disse à CNN nesta segunda-feira (4) que a indicação destes pacientes será feita a partir de critérios utilizados no mundo inteiro. 

    “São critérios utilizados em todo o mundo para orientar o jovem médico sobre quando ele não deve deixar de indicar a UTI e cabe ao Estado prover as vagas necessárias, sempre que a indicação for feita pelo colega que está na ponta.”

    Provenzano reforçou ainda que, em caso de dois pacientes necessitarem de leitos nas UTIs, o médico deverá indicar a internação para os dois casos e caberá ao Estado providenciar a vaga nestes casos.

    “Não cabe ao médico dizer o que vai e o que deixa de ir, de forma alguma. O médico tem, sim, a responsabilidade de fazer a triagem. Agora, nós temos uma carência de leitos de UTI que apenas desnuda uma situação que há muito tempo nós estamos falando, desde muito antes da COVID-19”, disse.

    “O Sistema Único de Saúde (SUS) tinha sido completamente degradado, em particularmente no meu estado. Inúmeros leitos foram desativados e o governo está tentando correr atrás. O isolamento social nada mais é do que um ‘gap’ [espaço] de tempo para que o governo possa refazer aquilo que outros governos destruíram, só que a doença não espera”, disse.