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    Pandemia mostrou que a ciência é investimento, não é gasto, afirma virologista

    À CNN Rádio, Flávio Guimarães da Fonseca, que é presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, disse que país vivia momento de ‘sucateamento’ da ciência

    Produção da vacina AstraZeneca contra a Covid-19 pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro
    Produção da vacina AstraZeneca contra a Covid-19 pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro Rodrigo Pereira/Fundação Oswaldo Cruz

    Amanda GarciaIsabel Camposda CNN

    em São Paulo

    Em entrevista à CNN Rádio nesta quarta-feira (29), o presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, Flávio Guimarães da Fonseca, comemorou o fato da Fiocruz ter produzido os primeiros lotes do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) nacional para pré-validação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    No entanto, ele fez uma ressalva a respeito do tempo que demorou para o país finalmente conseguir dar passos importantes para a produção independente de insumos importados de vacinas contra a Covid-19.

    “Temos que lembrar que o Brasil vivia momento de sucateamento do parque científico e tecnológico quando a pandemia estourou no ano passado, estamos pagando o preço e correndo atrás”, disse.

    Segundo Flávio, o tempo tanto para o IFA nacional, quanto para uma vacina 100% brasileira, como a Butanvac, é “normal, para reestruturação” após o período sem investimentos.

    “A pandemia mostrou a importância de manter financiamento e permanência dos cérebros no país, ciência é investimento, não é gasto”, completou.

    O virologista destacou que, apesar dos problemas trazidos pela Covid-19 que é a “maior crise sanitária em 100 anos”, “as grandes crises impulsionam mudanças rápidas e importantes”. “Eu que trabalho com ciência, acompanho os bastidores, a evolução é impressionante.”

    “A crise global trouxe injeção de dinheiro e concentração dos cientistas mais importantes do mundo juntos por uma solução, o resultado não poderia ser diferente, apesar de tudo de ruim da pandemia, os avanços científicos e tecnológicos serão permanentes”, completou.