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    Pessoas não vacinadas têm maior risco de desenvolver Covid longa, aponta estudo

    Vacinação contra a Covid-19 é altamente protetora contra sintomas agudos, hospitalização e morte pela doença

    Pacientes de Covid-19 que ficaram internados por 100 dias ou mais sofrem com o isolamento e sequelas
    Pacientes de Covid-19 que ficaram internados por 100 dias ou mais sofrem com o isolamento e sequelas Foto: Ruben Bonilla Gonzalo/Getty Images

    Lucas Rochada CNN

    em São Paulo

    A infecção pelo coronavírus pode resultar em uma variedade de quadros clínicos, desde infecção assintomática ou sintomas leves até hospitalização e morte.

    A Covid-19 pode causar impactos ao organismo que vão além de alterações no sistema respiratório, com sintomas prolongados que podem durar semanas ou meses. A chamada Covid longa está associada a alterações neurológicas, de comportamento, insônia, dores musculares e nas articulações.

    Um novo estudo conduzido por pesquisadores dos Estados Unidos aponta um risco maior do desenvolvimento de sintomas prolongados de Covid-19 entre pessoas que não foram vacinadas e entre aqueles que tiveram sintomas moderados ou graves. Os resultados foram publicados no periódico científico JAMA nesta quarta-feira (18).

    Dados de ensaios clínicos e estudos observacionais demonstraram que a vacinação contra a Covid-19 é altamente protetora contra sintomas agudos, hospitalização e morte pela doença considerando uma variedade de variantes.

    A relação entre a vacinação e as condições pós-Covid permanece incerta. Alguns estudos sugerem que a vacinação após a infecção pode reduzir o risco de condições pós-Covid.

    O estudo recente, com a participação de 1.832 pessoas adultas, aponta que o risco de relatar sintomas por 28 dias ou mais após o início da Covid-19 foi significativamente maior em participantes que não foram vacinados e entre aqueles que relataram sintomas de doença aguda moderada ou grave.

    Além disso, seis meses após o início, os participantes apresentaram risco significativamente maior de problemas pulmonares ou neurológicos, de saúde mental e de diabetes em relação ao período anterior à infecção.

    Mais da metade dos participantes avaliados tinham de 18 a 44 anos, eram do sexo masculino, não tinham sido vacinados e não apresentavam comorbidades. Um total de 728 participantes (39,7%) teve doença que durou 28 dias ou mais. Os participantes não vacinados relataram doença inicial moderada ou grave, tiveram mais dias de internação foram mais propensos a relatar 28 ou mais dias de sintomas.

    Entre os participantes não vacinados, a vacinação pós-infecção foi associada a um risco 41% menor de relatar sintomas em 6 meses.