Pico de internações em SP deve acontecer em três semanas, diz Gabbardo

Coordenador-executivo do Comitê Científico de SP falou à CNN sobre perfil dos internados e as expectativas para a Covid-19 após a passagem desta onda

Giovanna GalvaniElis FrancoJuliana Alvesda CNN

em São Paulo

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João Gabbardo, coordenador-executivo do Comitê Científico do estado de São Paulo, afirmou à CNN nesta sexta-feira (28) que o pico de internações de Covid-19 suscitado pela onda atual da variante Ômicron deve ser atingido em três semanas, com uma consequente queda na ocupação dos leitos e possível  “situação mais tranquila” em março.

“Trabalhamos com a expectativa de que por duas semanas vamos aumentar muito o número de casos. Nosso pico de internações e uso de leitos de UTI deve ocorrer em três semanas e lá pelo dia 20 de fevereiro vamos começar a reduzir a ocupação de leitos”, disse Gabbardo.

O coordenador apontou ainda que o perfil observado das internações difere daquele recorrente no pico da pandemia, quando cerca de 15 mil leitos de enfermaria e UTI foram habilitados para lidar com a alta demanda em São Paulo.

Os atuais 5 mil leitos existentes são utilizados também por pessoas que são internadas por outros motivos, mas, pela Ômicron ser muito contagiante, testam positivo para a Covid-19, explica. “A pessoa está com Covid mas não está no hospital por conta da Covid”, declarou.

Apesar da esperada alta das internações nas próximas semanas, Gabbardo afirma que ideias de se realizar um lockdown não estão em discussão no momento. A expectativa é habilitar mais mil ou 2 mil leitos a fim de atender os pacientes. “Não temos nenhum risco de desatendimento e desassistência”, pontuou.

Para o coordenador do Comitê estadual, espera-se que a Covid-19 torne-se uma doença cuja vacinação seja anual, e, conforme novas variantes vão surgindo, as vacinas no mercado se atualizam para conter o avanço mais danoso das infecções.

“A cada ano, teremos novas variantes do vírus. É bem provável que as pessoas tenham que tomar a vacina da Covid uma vez por ano, e talvez seja necessária apenas nos grupos de maior risco”, avaliou.

“o [Instituto] Butatan esta estudando a possibilidade de incluir na vacina da Influenza esse vírus da Covid que tem circulado com maior intensidade, fazendo com que as pessoas estejam protegidas com uma única vacina”, disse Gabbardo.

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