Por falta de vacina, aplicação de dose de reforço é paralisada no Rio

No entanto, prefeito Eduardo Paes minimizou o atraso de entrega de vacinas por parte do Ministério da Saúde e elogiou o Programa Nacional de Imunização

Bruna CarvalhoIuri Corsinida CNN

Rio de Janeiro

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Com novo atraso na entrega de vacinas contra a Covid-19 por parte do Ministério da Saúde, a vacinação da dose de reforço no Rio de Janeiro será interrompida por até quatro dias. A informação foi divulgada pelo prefeito Eduardo Paes, em coletiva semanal realizada na manhã desta sexta-feira (15).

Com isso, os idosos de 67 anos que receberiam a vacina neste sábado (16) terão que aguardar até a próxima quinta-feira (21) para tomar a dose de reforço.

Segundo Paes, o Ministério tinha uma meta de entregar 51 milhões de doses aos estados em outubro, mas entregou 10 milhões a menos. O prejuízo para o Rio foi de cerca de 300 mil doses em atraso, que seriam aplicadas nos idosos que já tomaram ambas as doses do imunizante.

Paes, no entanto, disse que esse é um “atraso aceitável” e evitou fazer críticas ao Ministério da Saúde.

“A cobrança continua ao MS, mas quero fazer justiça porque temos um Programa Nacional de Imunização que é um enorme sucesso. Vamos ter que dar uma adiada (na dose de reforço), mas é normal. Porém, vamos continuar aplicando a 2ª dose como previsto”.

Apesar do atraso da vacinação da 3ª dose, o prefeito garantiu a continuidade da aplicação das segundas doses na população e afirmou que atualmente as duas maiores prioridades são as aplicações das segundas doses e da dose de reforço em idosos e profissionais de saúde.

Cenário positivo

A coletiva de divulgação do 41° boletim epidemiológico da cidade do Rio começou com boas notícias. Com a presença do secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, foi informado que a capital continua mantendo a diminuição de internações, casos e mortes por semana e, atualmente, toda a cidade se mantém em risco moderado.

Para Soranz, os índices demonstram que a situação está favorável e previu que a cidade entrou em uma fase com risco muito menores do que as observadas nas semanas anteriores.

“Pela primeira vez que podemos falar que temos uma situação controlada desde o início da pandemia. Temos queda há mais de 7 semanas nos indicadores da pandemia. É a primeira vez que podemos dizer que a Covid está, de fato, controlada”, afirmou o secretário.

E nesse clima de otimismo o prefeito do Rio disse já estar animado para os eventos do ano que vem. Estou me preparando para o carnaval, Réveillon, Marcha para Jesus… Do jeito que está caminhando será assim”, celebrou Paes.

Volta às aulas

Diante do cenário apresentado, Daniel Soranz defendeu o retorno completo das aulas presenciais no município do Rio. Segundo ele, não há mais razões para manter as crianças em casa, em esquema de ensino remoto.

“A gente tem um cenário muito favorável. Não é possível ver mais crianças fora da escola. Quando foi necessário o município interrompeu. Fundamental que todas as crianças voltem a estudar. O dano é muito alto para uma criança fora da escola. Não há evidência científica que sustente crianças fora da escola”, avaliou.

Passaporte da vacina e eventos

O secretário municipal de Saúde também falou sobre o passaporte da vacina. Segundo ele, o passaporte será solicitado enquanto houver necessidade das pessoas se vacinarem. Para ele, o passaporte ainda é muito importante para estimular as pessoas a tomarem as doses do imunizante contra a Covid-19.

Em relação aos eventos testes realizados, tanto Soranz quanto Paes elogiam os resultados e afirmaram que não houve transmissão do vírus nestes eventos controlados. Segundo Soranz, a cidade está preparada para uma nova etapa de eventos testes.

“Os eventos testes se mostraram muito seguros. Podemos avançar agora com a uma nova etapa de não cobrar teste para quem tem o sistema vacinal completo”.

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