Queiroga diz que é difícil uma “política pública” de autoteste para a Covid-19

Anvisa declara que autoteste só poderá ser adotado no país caso haja uma estratégia de ação estabelecida pelo Ministério da Saúde

Douglas Portoda CNN*

em São Paulo

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, declarou, nesta segunda-feira (10), que seria difícil implementar uma “política pública” para distribuição de autotestes de detecção da Covid-19 em todo Brasil, mas que não vê problema na sua venda em redes de farmácias.

A pasta quer que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorize o uso de autotestes. Segundo informações do secretário-executivo, Rodrigo Cruz, à CNN, a solicitação será enviada entre esta quarta-feira (12) ou na quinta-feira (13).

“Sem ter essas respostas em relação à efetividade e ao custo da efetividade, essa politica pode não ter o resultado que desejamos. Isso não quer dizer que o teste não possa ser vendido nas farmácias para que a população possa adquirir e realizar o teste. Isso é muito possível que a sociedade possa ter esse acesso, as redes privadas tem realizado testes também”, afirmou Queiroga.

A medida seria mais uma ferramenta utilizada contra a disseminação da variante Ômicron pelo país. Entretanto, há atualmente  em vigor uma resolução da Anvisa que proíbe o uso de autotestes para detecção de Covid-19 em casa.

Em comunicado divulgado em 7 de janeiro, a agência afirma que a adoção do autoteste só poderá ser feita “caso haja uma política de saúde pública e estratégia de ação estabelecida pelo Ministério da Saúde.”

“Para a adoção de uma eventual política pública que possibilite o uso de autoteste para Covid-19, é fundamental considerar os fatores humanos e a usabilidade do produto, medidas de segurança do produto, limitações, advertências, cuidados quanto ao armazenamento, condições ambientais no local que será utilizado, intervalo de leitura, dentre outros aspectos”, declara a Anvisa.

(*Com informações de Carol Brito e Larissa Rodrigues, da CNN)

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