Rede privada espera imunizar 8 milhões de pessoas contra a gripe

Clínicas e farmácias já registram alta procura pela vacina contra o vírus influenza; campanha do Ministério da Saúde começa no dia 4 de abril para grupos prioritários

Bruno LaforéLucas Rochada CNN

em São Paulo

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As clínicas e farmácias já registram alta procura pela vacina contra a gripe. De acordo com a Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas, a expectativa é de que sejam imunizadas 8 milhões de pessoas na rede privada em 2022.

Na rede privada, os imunizantes podem ser comprados por qualquer pessoa. No Sistema Único de Saúde (SUS), a campanha tem início no dia 4 de abril, para grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde.

A busca apresenta alta em clínicas e também em atendimentos à domicílio, a empresas, condomínios e escolas. A vacina aplicada na rede privada conta com uma cepa a mais em relação à fornecida pelo SUS.

Embora a composição seja levemente diferente, a vacina tetravalente é tão segura e eficaz na proteção contra a gripe quanto a dose quadrivalente.

De acordo com a Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas, a rede privada deu início à campanha anual de vacinação contra a influenza na última semana de março. Em 2021, as clínicas de todo o país foram responsáveis por aplicar cerca de 8,5 milhões de doses, um aumento em relação a 2020, quando foram aplicadas 7 milhões de doses.

Campanha nacional

A campanha nacional de vacinação contra a gripe na rede pública começa no dia 4 de abril, de acordo com anúncio realizado pelo Ministério da Saúde.

Serão distribuídas 80 milhões de doses da vacina de influenza, contemplando cerca de 76,5 milhões de pessoas que fazem parte dos grupos considerados prioritários. A campanha deve ser realizada até o dia 3 de junho. O dia D de mobilização nacional está previsto para o dia 30 de abril.

A campanha acontecerá em duas etapas, sendo a primeira voltada para idosos com 60 anos ou mais e profissionais da saúde, entre os dias 4 de abril e 2 de maio. Na segunda etapa, entre os dias 3 de maio e 3 de junho, serão imunizados os demais grupos prioritários, incluindo:

  • Crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias)
  • Gestantes e puérperas
  • Povos indígenas
  • Professores
  • Pessoas com comorbidades
  • Pessoas com deficiência permanente
  • Forças de segurança e salvamento e Forças Armadas
  • Caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso
  • Trabalhadores portuários
  • Funcionários do sistema prisional
  • Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas
  • População privada de liberdade

O estado de São Paulo antecipou a campanha, que teve início no dia 27, com a vacinação de idosos a partir dos 80 anos.

A vacina contra influenza utilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é produzida pelo Instituto Butantan. A formulação é atualizada anualmente para que a dose seja efetiva na proteção contra as principais cepas do vírus em circulação.

A vacina trivalente inclui a proteção contra as cepas H1N1, H3N2 (incluindo a cepa Darwin, responsável por um surto no final de 2021) e tipo B.

De acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, até o dia 19 de março, 4.917 casos de influenza resultaram em internações em todo o Brasil neste ano. A maior parte deles (2.023) está na região sudeste.

Do total de casos de influenza que resultaram em hospitalização, 1475, ou seja 30%, acometeram pessoas em faixas etárias excluídas do grupo priorizado pelo SUS, dos 6 ao 59 anos.

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