Rio de Janeiro ultrapassa 950 mil casos confirmados de Covid-19

Com mais de 50 mil contaminações registradas em duas semanas no estado, especialista defende vacinação rápida e permanência das restrições

Mylena Guedes e Pauline Almeida, da CNN, no Rio de Janeiro

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O Rio de Janeiro ultrapassou no sábado (26) a marca de 950 mil casos de Covid-19, após ter 1.681 novos registros confirmados nas últimas 24 horas – totalizando 950.877 casos. O estado ainda soma 55.153 mortes causadas pela doença, segundo a última atualização do painel da Secretaria Estadual de Saúde

Em apenas duas semanas, mais de 50 mil infecções pelo vírus foram registradas no território fluminense. À CNN, o secretário estadual de saúde, Alexandre Chieppe, afirmou que o cenário atual não permite que a população relaxe as medidas de proteção individuais e coletivas.  

“Ainda é um momento crítico, que requer cuidado. A gente está em um período frio, de sazonalidade de doenças respiratórias”, disse Chieppe, que tem a expectativa de receber mais doses do imunizante da farmacêutica Janssen na próxima semana. Diferente da vacina da Pfizer e Coronavac, a vacina da Janssen é administrada em dose única. 

O estado vive uma queda na fila de espera por leitos nos últimos dias, mas a disseminação da doença continua preocupando. De acordo com o infectologista e professor da UFRJ, Celso Ferreira Ramos, o número de casos ainda é alto principalmente por dois motivos: as novas variantes e o afrouxamento das restrições.  

“As novas variantes são mais transmissíveis e as pessoas estão negligenciando máscaras e distanciamento, como também as autoridades, prefeituras, [que] estão liberando progressivamente as atividades, em um movimento que eu tenho dificuldade de entender”, afirmou.  

Em março, o Rio de Janeiro bateu recorde no número de pessoas à espera de vagas na UTI, com 710 pessoas na fila. Desde então, o número vem caindo e chegou a dez pacientes nesse sábado (26). A taxa de ocupação das unidades de terapia intensiva no estado é de 62,8%.

“Talvez por conta da vacinação de idosos, a gente esteja tendo casos na população mais jovem e isso esteja levando a quadros mais leves da doença, portanto, a uma menor necessidade de vagas nos hospitais”, disse Celso Ferreira.

Ele ressalta que o mais importante no momento é a imunização da população o mais rápido possível e destaca que enquanto a transmissão estiver nesse alto nível, é preciso que as medidas restritivas permaneçam.

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