Riscos da vacina são mínimos se comparados ao benefício, diz presidente da SBIm

Juarez Cunha disse à CNN que recomendação do Ministério da Saúde de suspender vacinação em adolescentes leva a um "descrédito"

Da CNN

em São Paulo

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O presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Juarez Cunha, afirmou nesta quinta-feira (16), em entrevista à CNN, que os riscos de eventos adversos das vacinas contra a Covid-19 são mínimos se comparados aos benefícios da imunização, inclusive para os adolescentes.

“Precisamos ter muito cuidado no momento epidemiológico, talvez um dos mais tranquilos em relação à pandemia até agora”, disse Cunha.

“Temos certeza que grande parte dessa tranquilidade se deve à vacinação. Incluir outras faixas etárias, como os adolescentes, é fundamental para enfrentarmos [a doença] daqui para frente.”

O Ministério da Saúde recomendou a suspensão da imunização de jovens de 12 a 17 anos sem comorbidades no país. Com o anúncio do Ministério da Saúde, passa a ser recomendada a vacinação somente em jovens que apresentem deficiência permanente, comorbidades ou que estejam privados de liberdade.

Para Cunha, a medida proposta pelo Ministério da Saúde é inadequada e pode gerar “descrédito” no Programa Nacional de Imunizações (PNI) .

“Essas notícias acabam levando exatamente a um descrédito e uma falta de confiança não só na vacina, como nas instituições e no nosso Programa Nacional de Imunizações”, afirmou Cunha.

Mesmo com a recomendação da pasta, ao menos 10 capitais manterão a vacinação em adolescentes sem comorbidades, de acordo com levantamento da CNN.

Controle da pandemia

Segundo o presidente da SBIm, os adolescentes realmente são acometidos pelo novo coronavírus de forma mais leve, mas, nem por isso, não podem contribuir mais com a disseminação da doença sem a vacina no organismo.

“Não significa que esse grupo, principalmente os adolescentes e com o retorno às aulas, não vão ser potenciais transmissores da Covid-19”, explicou.

“A partir do momento que temos um percentual bastante elevado da população acima de 18 anos vacinada, a tendência vai ser da doença acontecer nos não vacinados.”

(Publicado por Daniel Fernandes)

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