RJ: Mais de 50% dos leitos federais estão fechados por falta de profissionais

Por Beatriz Puente e Thayana Araujo, da CNN, no Rio de Janeiro

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Foto: Reprodução

Imagens obtidas pela CNN mostram dois dos hospitais federais mais importantes do Rio de Janeiro em meio ao caos por falta de profissionais. No Hospital Federal de Ipanema, os leitos aparecem completamente novos, porém fechados. São 200 vagas vazias que deveriam atender pacientes de Covid -19. 

As imagens feitas de dentro do Hospital do Andaraí revelam leitos ocupados por pacientes contaminados, mas sem médicos e enfermeiros para dar atenção a eles.   

Cerca de 3 mil profissionais da Saúde foram dispensados e o fechamento de leitos se fez necessário para dar conta da demanda. O vácuo nos atendimentos de Covid-19 nos hospitais federais não tem data certa para acabar, segundo o médico e diretor do corpo clínico do Hospital Federal de Bonsucesso, Júlio Noronha. 

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O saldo do caos na rede hospitalar federal é de cerca de mil leitos ociosos entre os seis hospitais e três institutos existentes. 

Só no Hospital Federal de Ipanema, segundo o diretor clínico, são 200 leitos vazios. No da Lagoa, os pacientes de Covid-19 se concentraram em um dos três andares. 

O Hospital do Andaraí ficou sem equipe de enfermagem um dia inteiro durante o plantão de fim de ano, e os técnicos de enfermagem tiveram que exercer a função, o que é proibido. O Hospital Federal de Bonsucesso, que já estava com o número de leitos em baixa por conta do incêndio no ano passado, tem cerca de 55 leitos disponíveis hoje. 

Enquanto isso, no Hospital Federal da Lagoa, os pacientes de Covid-19 se concentraram em um dos três andares. O Hospital do Andaraí ficou sem equipe de enfermagem em um dia durante o plantão de fim de ano e os técnicos de enfermagem tiveram que exercer a função, o que é proibido. 

O Hospital Federal de Bonsucesso, que já estava com o número de leitos em baixa por conta do incêndio no ano passado, tem cerca de 55 leitos disponíveis hoje. 

O Ministério da Saúde fez um concurso para renovar o efetivo, no qual 8 mil profissionais foram selecionados. Em nota, o ministério esclareceu que um pouco mais de 4 mil já foram convocados para atuar nos hospitais federais do Rio de Janeiro, mas que alguns entraram em escala de fim de ano e outros têm início previsto para o começo de janeiro. O ministério também afirmou que não terá descontinuidade nos atendimentos.

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No dia 31 de dezembro de 2020, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, assinaram uma medida provisória que prorrogou o contrato de parte dos profissionais que foram dispensados. Cerca de 1.400 deles poderão continuar atuando até 28 de fevereiro.

O médico Júlio Noronha diz que poucos profissionais selecionados se apresentaram. Ele destaca que não houve período de adaptação ou treinamento para os que estão chegando, porque grande parte da equipe foi dispensada. 

O médico também afirma que não se sabe quem são os profissionais que tiveram seus contratos prorrogados até fevereiro.

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