Soro anti-Covid, do Instituto Butantan, chega à fase final de testes em animais

Anvisa ainda precisa liberar a testagem em humanos

Diego Pavão, da CNN, em São Paulo

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O Instituto Butantan anunciou que conseguiu avançar em um estudo que pode contribuir para o tratamento do novo coronavírus. O soro anti-Covid chega à fase final de testes pré-clínicos, e os resultados preliminares são promissores.

O soro anti-Covid está sendo feito a partir da aplicação do vírus SARS-CoV, inativado em labortório, em cavalos. O organismo destes animais reage ao vírus e produz anticorpos. Depois de purificados, estas respostas imunológicas são usadas para o desenvolvimento do soro. 

A diferença do soro para a vacina é que, no caso do soro anti-Covid, é oferecido ao paciente um anticorpo pronto, capaz de reconhecer o vírus e bloquear seus efeitos e propagação nas células. Já a vacina é profilática:, quando injetada, o sistema imunilógico é o responsável por gerar o anticorpo; assim, em caso de contato com o vírus, o corpo consegue se defender.

O soro anti-Covid já foi testado em camundongos infectados pelo novo coronavírus e o resultado foi saitsfatório. 

Instituto Butantan, localizado no bairro do Butanta, zona Oeste de São Paulo
Instituto Butantan, localizado no bairro do Butanta, zona Oeste de São Paulo
Foto: Paulo Guereta/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

“O animal estava com a sintomatologia clara da doença. Nós analisamos a doença como uma doença já de moderado para grave e, um dia depois da administração do soro, o que nós vimos no pulmão destes animais foi uma proteção muito grande das estruturas”, afimou Ana Marisa Chudzinski, diretora do Centro de Desenvolvimento e Inovação do Butantan.

Segundo Chudzinski, uma vez aprovado pela Anvisa, o soro entra em uma fase de estudo clínico em humanos.

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