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    Tendência ainda é de aumentar casos, internações e óbitos, diz infectologista

    Na avaliação do especialista Marcelo Otsuka, o cenário crítico acontece por conta de diversos fatores, como a falta de medicamentos e de leitos de UTI

    Produzido por Elis Franco, da CNN em São Paulo

    Em entrevista à CNN nesta quarta-feira (24), Marcelo Otsuka, infectologista e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), afirmou que ainda é esperado que o Brasil continue tendo um aumento do número de novos casos, internações e óbitos em decorrência do novo coronavírus. 

    “Temos falado há bastante tempo que não mantendo os cuidados e não tendo a orientação vindo de cima, isso poderia acontecer. E, mesmo com o distanciamento social e os lockdowns, a tendência é que nesse primeiro momento continue aumentando”, disse.

    Na avaliação do especialista, este cenário crítico acontece por conta de diversos fatores, como a falta de medicamentos para usar em pacientes em casos graves de coronavírus, de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além das novas variantes do vírus. “São várias as situações que não permitem que nós digamos que [a pandemia] vai começar a ser controlada”, explicou.

    O dia mais letal 

    O Brasil registrou o maior número de mortes diárias pela Covid-19 nesta terça-feira (23), com a confirmação de 3.251 novas mortes nas últimas 24 horas. O país totaliza 298.676 mortes pela doença do novo coronavírus.

    O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) contabiliza um total de 82.493 novos casos confirmados, elevando o total de confirmações para 12.130.019 infectados pela Covid-19.

    Os números desta terça elevaram as médias móveis de casos e de mortes para novos patamares recordes. A média móvel de casos subiu para 76.545 confirmações em média por dia, enquanto a média de mortes passou para 2.436 óbitos por dia.

    (*Com informações de Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo)

    Cemitério da Vila Formosa, em São Paulo, durante pandemia da Covid-19
    Cemitério da Vila Formosa, em São Paulo, durante pandemia da Covid-19
    Foto: Vincent Bosson/Fotoarena/Estadão Conteúdo (12.mar.2021)