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    Todas as vacinas vão necessitar de terceira dose ou dose de reforço, diz SBIm

    À CNN, presidente da SBIm, Juarez Cunha, afirma que se estados anteciparem aplicação da terceira dose antes do prazo do Ministério da Saúde, logística de vacinação no Brasil ficará complexa

    Alvaro Gadelha*da CNN

    em São Paulo

    O Ministério da Saúde anunciou o início da aplicação de uma terceira dose de vacina contra a Covid-19 para idosos e imunossuprimidos a partir de 15 de setembro. De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm), Juarez Cunha, vacinas de todos os fabricantes necessitarão de uma dose extra para garantir a proteção contra a doença a longo prazo.

    “O que tem sido observado em uma menor resposta nestes grupos [idosos e imunossuprimidos] não é só com a vacina Coronavac, com todas as vacinas nós temos uma diminuição de proteção com o tempo. E é claro que com a variante Delta estas pessoas também respondem de uma forma pior. Não é uma vacina só, todas elas vão necessitar fazer uma terceira dose ou dose de reforço”, explicou.

    Juarez Cunha defende, contudo, que haja uma centralização nestas aplicações, para que os estados comecem junto à data estipulada pelo ministério. “Temos uma discrepância muito grande de número entre estados. Nós temos estados que estão com 40% de primeira dose e outros com 70%. E de segunda dose, nós temos estados com 14% e outros com 35%.”

    Para o presidente da SBIm, o correto seria ampliar a aplicação da primeira dose e completar a segunda dose em todos os locais a fim de que a campanha se torne mais homogênea no território nacional.

    “Essa iniquidade que a gente fala em todo o mundo, de países que nem começaram a vacinar e nós aqui já pensando em terceira dose, essa iniquidade está acontecendo em nosso próprio país, então nós temos estados que estão muito atrasados e nós precisamos melhorar a vacinação em todos os sentidos, principalmente primeiras e segundas doses.”

    Além disso, ele acredita que se os governadores anteciparem as doses de reforço em seus estados faltará vacinas para outros grupos que ainda não completaram o esquema vacinal de duas doses.

    “Se os estados antecipam uma previsão de início de vacinação destes grupos, a logística fica complexa até para o ministério distribuir as vacinas. O ministério está planejando isso a partir do dia 15 de setembro, se os estados antecipam, com certeza vai faltar vacina para utilizar naqueles públicos que estariam fazendo ou primeira ou segunda dose, ou até ampliar para os adolescentes.”

    Fotos – vacinação no Brasil e no mundo

    * (supervisionada por Elis Franco).