Uso de máscaras divide opiniões em 1º fim de semana após liberação na cidade do Rio

Fiocruz fez alerta sobre os riscos da flexibilização de medidas protetivas

Pessoas se dividem sobre uso da máscara em locais fechados no Rio de Janeiro
Pessoas se dividem sobre uso da máscara em locais fechados no Rio de Janeiro Bruna Carvalho/CNN

Bruna CarvalhoCamille Coutoda CNN

no Rio de Janeiro

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A cidade do Rio de Janeiro decretou o fim da obrigatoriedade do uso de máscaras em locais fechados na segunda-feira. Neste sábado (12), pessoas ainda circulam usando a proteção facial tanto em ambientes fechados como abertos.

Em estabelecimentos da Zona Sul da capital, a reportagem da CNN identificou opiniões divergentes a respeito da medida. “Não estou usando mais em ambientes abertos, mas no fechado ainda uso porque me sinto mais segura”, conta Thaís Romeiro.

Entre os que usavam o equipamento de proteção, a maior parte eram idosos. O decreto municipal recomenda que além desse público, imunossuprimidos e pessoas não vacinadas (incluindo crianças que não completaram o esquema vacinal) continuem usando máscara.

“Eu vou continuar usando a máscara. Já tive problemas de saúde, doenças no pulmão. Na casa onde o trabalho eles vão continuar usando”, disse Lena Moreira, empregada doméstica.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a mudança teve com base os indicadores de casos de Covid-19 e a cobertura vacinal na cidade. De acordo com os últimos dados do Painel Rio Covid-19, a taxa de letalidade pela doença está em 0,3%. Ao todo, 14.918.972 pessoas já foram imunizadas na capital fluminense, sendo 97,6% população maior de 5 anos, apta a receber a vacina.

Riscos da flexibilização

Apesar do cenário mais favorável, comparado ao início da pandemia, quando a taxa de letalidade chegou a 8,7%, com 18.962 vítimas da doença em 2020, e 16.085 mortes em 2021, somente na cidade do Rio, pesquisadores alertam para os riscos do relaxamento precoce.

Em nota divulgada pelo Observatório da Covid-19, na sexta-feira (11), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta os riscos do relaxamento prematuro das medidas protetivas diante do cenário atual da pandemia.

Os pesquisadores recomendam prudência para a adoção de qualquer medida de flexibilização, considerando possíveis impactos do Carnaval e o potencial aumento de casos e internações. Os especialistas defendem a adoção de estratégias de saúde pública que ampliem a cobertura vacinal, como a exigência do passaporte de vacina nos locais de trabalho e ambientes fechados.

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