SBI defende prioridade para o setor público na utilização da vacina da Pfizer

Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Juarez Cunha disse à CNN que foco para uso do imunizante deve ser na saúde pública

Produzido por Juliana Alves, da CNN, em São Paulo

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A aprovação do registro definitivo da vacina da Pfizer/BioNTech pela Anvisa permite a comercialização do imunizante por clínicas particulares. No entanto, para o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBI), Juarez Cunha, isso não deve ocorrer antes de 2022.

Em entrevista à CNN nesta terça-feira (23), Cunha disse que, assim que estiver disponível no país, o foco para o uso do imunizante deve continuar na saúde pública, respeitando a vacinação dos grupos prioritários definidos no Plano Nacional de Imunizações (PNI).

“Na nossa opinião, o foco continua sendo o de saúde pública. Temos que priorizar os grupos definidos pelo Ministério da Saúde através do PNI e isso deve ser respeitado”, afirmou o especialista.

“É pouco provável que, neste ano, ainda tenha a possibilidade de uso na rede privada”, completou.

Juarez também comentou sobre o contrato da farmacêutica, que se isenta de responsabilidade em casos de eventuais efeitos colaterais da vacina.

“São contratos que não sabemos bem os detalhes e é importante salientar que são plataformas novas. Todos os lados querem se resguardar, tanto o laboratório quanto os países”, disse.

“Imagino que esses contratos sejam muito parecidos [no Brasil e em outros países]. É uma questão de conversar e chegar a um ponto em comum.”

Ilustração de vacina contra Covid-19 da Pfizer
Ilustração de vacina contra Covid-19 da Pfizer
Foto: Saulo Angelo/Futura Press/Estadão Conteúdo (2.dez.2020)

 

(Publicado por Sinara Peixoto)

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