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    Vacina de Oxford: Plano da Fiocruz é ter 30 milhões de doses prontas em janeiro

    Os pesquisadores esperam que a população possa ser vacinada a partir de março de 2021

    Aplicação de vacina
    Aplicação de vacina Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Cleber Rodrigues e Mylena Guedes, da CNN, no Rio de Janeiro

    Com países da Europa enfrentando uma segunda onda de coronavírus e com grande parte dos municípios brasileiros expandindo a flexibilização das atividades, cresce a expectativa dos pesquisadores pela imunização contra a doença.

    Nesse processo de combate à pandemia, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, tem sido uma aliada da ciência mundial e planeja ter a vacina pronta em janeiro de 2021.

    Em uma oficina virtual destinada à imprensa, nesta quarta-feira (04), o diretor de Bio-Manguinhos, Maurício Zuma, afirmou que o plano da Fiocruz é produzir 30 milhões de doses da vacina de Oxford, em janeiro, antes mesmo de sair o registro pela Anvisa.

    Segundo Zuma, o objetivo é que a produção comece assim que a instituição receber o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFÁ) para que, assim que saia a autorização, o produto esteja disponível.

    A expectativa dos pesquisadores é que a Anvisa registre a vacina até fevereiro do ano que vem e que as doses sejam disponibilizadas à população em março. Antes disso, em dezembro desse ano, o governo brasileiro receberá da Fiocruz os primeiros resultados de segurança e eficácia da vacina.

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    Segundo Rosane Cuber, vice-diretora de Qualidade de Bio-Manguinhos, um pacote com as etapas de produção no Brasil está sendo repassado à Anvisa desde setembro. Serão 100,4 milhões de doses no primeiro semestre de 2021 e, a partir do segundo semestre, quando a Fiocruz terá autonomia de produção, o número de doses pode chegar a 210,4 milhões.

    Frasco de potencial vacina contra a Covid-19
    Frasco de potencial vacina contra a Covid-19
    Foto: CNN Brasil (22.out.2020)

    Os pesquisadores lembram que a vacina de Oxford, desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca, tem o maior número de voluntários em testes clínicos, foram mais de 57 mil pessoas em 7 países. Além disso, 2,4 bilhões de doses já foram adquiridas, ao todo, pela União Europeia, Estados Unidos, Japão, Reino Unido, Brasil e a iniciativa Covax. Ainda não há definição se serão necessárias duas doses ou apenas uma. 

    O Instituto Bio-Manguinhos, que há 44 anos produz vacinas em escala industrial, tem capacidade de processar até 40 milhões de doses por mês nesse período de pandemia.